DonaNilda




Escrito por Renata CS às 09h53
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Antes de partir

Ouvi falar:

***De ventos que trazem mudança, se seguir a rima vai ter que ter bonança. Pé ante pé caminha-se de encontro ao real. E um real que beira o imaginário. Tudo pode acontecer. Sem mais comentários.

***Show da Macy Gray. Show da MACY GRAY. Show da Macy Gray. Parece que é 4 ou 5 de julho.

***De que vai ser muito trabalhoso esse tempo no RJ. Mas tem-se a impressão de um festão também. E ninguém reclama de um festão, né não?

***Amanhã acaba a exposição do Picasso na OCA. Vá ver...vá ver...vá ver... 
Ainda bem que tem gente bacana que nem o Gekko , que avisa os lesados como eu que Picasso vai ficar na Oca até o dia 4 de julho...



Escrito por Renata CS às 09h01
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Segunda-feira chega o colchão. No dia em que a cama se completa não terá ninguém aqui para dormi-la.



Escrito por Renata CS às 01h27
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Que continue lindo, que continue sendo
em fevereiro, maio ou junho



Escrito por Renata CS às 01h22
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Vrumm - parte 2

Ok, ok, ok...quem nunca sonhou que tinha um gene do Ayrton Senna quando pegava no volante que atire a primeira pedra.

Eu sonhava que quando dirigia havia uma mão que abençoava e permitia que todas as curvas, retas e momentos dentro do veículo fossem da mais completa emoção. Praticamente um Fangio baixava. Todas as músicas que falavam da estrada eram rapidamente incorporadas quando descia pelas curvas da estrada de Santos para nunca mais voltar ô-ô-ô-ô; achava que se não houvesse Trólebus nem a quebradeira da Marta era fácil entrar na Augusta a 120 por hora.

Mas de repente, não mais que de repente, percebi que isso não corria nas veias. Se eu estivesse no lugar de Thelma & Louise era capaz de ter atropelado o Brad Pitt sem perceber que o pobre estava pedindo carona. Depois de ficar 2h30 numa estrada em linha reta me cansa a chave do "no mundo da lua" se liga automaticamente, começa a derivar, a cabeça vai longe e....e aí estou fazendo uma barbeiragem. Não é de propósito. Instantaneamente surge alguém vindo atrás xingando porque tá dando farol há horas e nada acontecia. Ou toca uma música muito ruim e aquilo fere a sensibilidade auricular de tal maneira que a única coisa que importa é achar algo bom para ouvir. E ups, tinha uma curva à frente.

E, supra-sumo da ironia humana, sempre aparece um carrão. E o vendedor vem com os pulmões cheios dizer:
- Ele tem farol de neblina, roda de liga leve, pneu aro 15
 e eu:
- ih, tem um ótimo porta-copos...
O vendedor tenta novamente:
- O motor é 1.6 mas tem XXXXX (palavras que tem o significado anulado pelo meu conhecimento mecânico)
e eu:
- Lira, entende uma coisa: o carro tem goteiras? Não. Tem quatro rodas? Tem. Vai me levar onde quero? Opa, então tá perfeito...

Assim chegou o carro. Cara de carro que o antigo dono amava dirigir. Trocou o rádio e os auto-falantes (eba!) e que já até veio filmado (essencial se você é mulher e dirige muito sozinha). A cara dele é tãu suspeita quanto à procedência, mas daqui há pouco há encontro com buracos, uns risquinhos no meio do caminho e voilá.



Escrito por Renata CS às 01h02
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Com o corretor de seguros


- Claudinei, por que o seguro do carro é tão caro? Eu já tenho 26 quase 27 anos, já não passei da idade do risco?
- Veja bem...você tem 26 anos mas é solteira.
- Como?
- Solteira, até 30 anos. A companhia analisa como alguém de alto risco, pois sai muito, vai a bares, deixa o carro na rua. É uma das categorias mais perigosas.
- Claudinei, não vou nem falar prá onde eu queria mandar a companhia de seguros... 

Escrito por Renata CS às 17h26
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Vruuuum

Ia sair para comprar um colchão. Ligaram. Acabei comprando um carro.
Quase 27 anos de idade e a moçoila tenta parar de ter vergonha de ganhar um presente do papai. Terrível para quem quer independência, mas dependência maior tava a vida filando o carro da irmã. Cansei de me sentir culpada (apesar de ainda sentir o resíduo amargo dessa culpa nos lábios) porque o alguém pode me dar um carro, quer me dar um carro, e eu fico sofrendo em aceitar. Mas e as crianças passando fome na Somália? 
O  Drive-Thru do MacDonald´s já é a morte prá mim: sempre tem criancinha na saída, e ou comprei uns sanduíches extras, ou vai o meu mesmo. Talvez, só talvez, a fome delas não será afetada se eu aceitar ou não o carro, né? Espero também ninguém passe necessidade porque eu vou ter um teto e quatro rodas que me levam aos lugares. Além do mais, os dias de caminhada e bicicleta não serão abandonados de jeito maneira.

Obrigadim Senhor, pela situação financeira do véio. Mas, Senhor, se der, da próxima vez dá uma olhada na filha do véio, um dindin para ela não seria mal, e aí ela deixava o papai curtir a vida adoidado. Ia ser mais legal.



Escrito por Renata CS às 15h15
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Rê comenda

Quero TODO MUNDO assistindo hoje o Revista Programe-se que tá incrível essa semana.

Multishow (canal 42 na Net ou Sky - se vc tem TVA ou não tem tv á cabo, faça como uma amiga querida que foi filar na casa do namorado)
5af (HOJE!) - 23h45
6af - 8h30 e 13h30
Sábado - 12h30 (essa eu também descobri esses dias...)

Agora se estiveres na Bahia...
CINECLUBE DA BAHIA
apresenta Dia 29 de maio, às 15h
OPERAÇÃO CANADÁ (Canadian Bacon - 1995/EUA) Direção: Michael Moore  
Local: Sala Alexandre Robatto, Biblioteca Central dos Barris



Escrito por Renata CS às 15h12
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encontrando amigos

Gabriel chegou do Sul e trouxe o sol de volta para a Babilônia.

- Tá vendo, são as boas vindas da cidade..
- E tu sabes que o sul tava chorando a minha saída.
- Estamos comemorando que você vai ficar por aqui um tempo.
- O elfo trouxe o sol...mas eu não esqueço que você é bruxa. Eu lembro daquele dia na lagoa... o dia que você pediu e sua amiga apareceu...
- Já te falei, nem eu sei o que sou: bruxa boa, fada em aprendizado, um anjo meio quebrado. Mas tem o caminho para tentar se acertar, e enquanto isso zelar pelos que eu gosto.

 



Escrito por Renata CS às 11h23
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Txico em crise

Txico, o gato, está em crise. Diz a minha irmã que é porque eu não páro em casa nunca. Era o que faltava, o gato reclamar que eu saio muito na balada...e a reclamação dele tem um cheiro fortíssimo e um local marcado para não passar despercebida nunca. 

Escrito por Renata CS às 11h17
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"O indivíduo é sempre responsável por não saber resistir à sedução dos grupos nos quais ele se perde." Contardo Calligaris, talvez o grande motivo para ler a Folha, em artigo sobre os americanos responsáveis pelas torturas no Iraque

Escrito por Renata CS às 10h33
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Massive Attack

Bom. Muito bom.

Queria saber quem foi o cretino que disse que o show era morno. Cara, É Massive Attack, é trip hop, não é para ser um show quente e de pegar fogo. E mesmo assim foi: na 3af os caras entraram no horário no palco, a voz do vocalista melhorou (resultado de uma gripe chilena ou mexicana, é o que dizem), os hits (deliciosos) empolgaram, a cantora arrebentou (apesar de um amigo ter levantado a suspeita de playback em uma das músicas, que medo!).
Show para ficar viajando no todo: luz linda casada com o som. Evocaram lembranças deliciosas de tempos bacanas que tiveram essa excelente trilha sonora.

"The Big Wheel keeps on turning..."



Escrito por Renata CS às 10h59
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Falar demais é um escudo para proteção. Poucas pessoas percebem isso.

Quando você não quer dar trela a um antigo conhecido é só ir lá e falar: da vida dele, dos assuntos em comum, da situação política, do grupo que faz show, perguntar e sair como se nada tivesse acontecido. Assim consegue-se desnortear a pessoa e escapa-se ileso do perigo de deixar alguém decifrar o estado de espírito que só seus olhos podem mostrar. Incomoda que os olhos sejam tão transparentes: quantas vezes não tem que se falar demais até do que não se queria para impedir que alguém perceba o que eles tanto teimam em revelar?


Falando muito consegue-se escapar da possibilidade de uma leitura de olhos, de alma. Os olhos agonizam porque são incapazes de mentir ou de afogar como as palavras. Os olhos não deixam você fingir que não sorri, não atropelam os outros, apenas contemplam. A possibilidade de dividir um silêncio - intimidade extrema - e com isso quem sabe permitir que o outro te conheça. O silêncio juntos é a verdadeira intimidade. É fácil perceber que alguém tenta se esconder - ela não deixa o silêncio chegar. Porque com ele ela tornar-se decifrável, despe-se do manto que protege o que a casca da ostra insiste em esconder.

Quando eu era pequena achava que se mais de três pessoas me entendessem eu morreria ou desapareceria. Não fazia a menor questão de ser compreendida, na verdade. Bastava o meu mundo, a minha imaginação, as minhas histórias. Descobri que algumas pessoas me conhecem: falam da ostra, sabem como reajo, imaginam como serão os meus atos (essa é a graça de ser imprevisível), mas entender mesmo, só um conseguiu, e por pouco tempo, porque eu fugi. 

Tenho medo que a minha própria profecia se cumpra. Ainda não morri, nem desapareci, mas a verdade é que continuo falando muito, muito mesmo, tentando desviar os olhos de quem pode chegar perto de descobrir o meu segredo. Ainda não chegou a hora.

 



Escrito por Renata CS às 10h58
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Pergunta

Você sabe o que é Bono-1?

 



Escrito por Renata CS às 12h54
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Entrego-me de corpo e alma à pindaíba. Eu vou hoje!

 



Escrito por Renata CS às 11h35
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Perseverança

Um soldadinho de chumbo tinha uma perna só. Fazia parte de uma coleção de mais 24 companheiros, todos com as duas pernas, todos com ele em cima da mesa. Ao lado, um castelo de papelão, dentro do castelo uma bailarina, que ele acreditava ter uma perna só porque a via de uma janela.  Se apaixonou pela bailarina. E um duende que morava numa caixa e também era apaixonado pela moça de papel e fita, ficou enciumado e deu um jeito no soldadinho, fazendo-o cair no chão e terminar num barquinho de jornal, explorando o caminho de água que vinha com a chuva. A enxurrada o levou para o bueiro, o bueiro para a boca de um peixe, e o soldadinho só pensava que se a bailarina estivesse ali com ele, tudo bem. Do escuro da barriga do peixe ele foi parar na mesa da casa, já que o peixe foi fisgado, vendido, comprado, levado prá cozinha e aberto à faca. O soldadinho viu a casa a sua volta e reviu a bailarina.
"De repente, sem nenhum motivo, um dos meninos pegou o soldadinho e jogou na lareira. Talvez o duende tivesse alguma coisa a ver com isso.
O soldadinho ficou no clarão vermelho, sem saber se o calor que sentia era do fogo ou do amor. As cores sumiram, não se sabe se por causa da aventura ou da tristeza. Ele olhou para a bailarina e ela olhou para ele. Ele sentiu que estava derretendo, mas ficou firme com seu fuzil.
Uma porta se abriu e o vento levou a bailarina para junto do soldadinho na lareira. Ela brilhou e desapareceu! O soldadinho virou uma bolinha de chumbo. No dia seguinte, a empregada encontrou no meio das cinzas um coraçãozinho de chumbo. Da bailarina só ficou uma lantejoula, pretinha como carvão."



Escrito por Renata CS às 11h11
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Preciso de estrelas no céu para fazer desejos.
Para ter a esperança de volta.
Para acreditar que não é só de frio e nuvens que é feita a porta.
Para pensar que aquelas luzes minúsculas nem existem mais.
Para apreciá-las.
Para sentir a presença dos anjos, dos amigos, dos entes queridos.
Para se sentir protegido.
Preciso de estrelas no céu. Pelo menos no meu. 

 



Escrito por Renata CS às 11h02
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URGENTE!!

Ir no show do Massive Attack (80 dinheiros. Isso mesmo, 80 pilas o ingresso...talvez amanhã)

Escrito por Renata CS às 15h59
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Frases do Fim de Semana

Vamos lá, a festa vai ser boa. O que vai rolar? Vai ser uma festa tipo badabauê! Como? Badabauê. 

Se eu caio no suíngue é prá me consolar.

Mais louco é quem me diz, e não é feliz, eu sou feliz.

I love you, stupid, I love you (frase encontrada em chaveiro na feira do Bixiga)

O médico falou para Noel Rosa parar de beber. Um dia o encontrou no bar, com uma garrafa de cerveja e um copinho de pinga. O que é isso, Noel? Ué doutor, tô me alimentando. A pinguinha é a sobremesa...

Se for prá sofrer não vale a pena. Tem que se divertir.

O silêncio juntos é a maior prova de amizade.

Sanduíche-café-caldo.de.cana-mousse de chocolate-sanduíche-snow.wish.



Escrito por Renata CS às 13h36
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Milagres acontecem

Pense em quantas vezes você perdeu alguma coisa na balada. Se era dinheiro, esquece. Uma peça de roupa, dependendo também você nunca mais vê. Se perde a carteira pode até achar documentos, mas o resto normalmente bau-bau.

Acontece que existe gente muito boa nesse mundo. Perdi um cachecol preto semana passada. 4a-feira voltei ao local. E o garçom abre um sorriso: "Você não sabe, achamos o cachecol!". Quase gritos de felicidade. Está lá. Não pode ir embora comigo porque estava trancado numa sala que só os donos tem a chave e veja você, nesse dia os donos não foram. Mas o cachecol tá lá. em breve vou pegar.



Escrito por Renata CS às 13h15
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MPB animada prá pegar a mulherada

"Um amor de Verão..."
Começou assim, aniversário da prima mais animada da família num bar com banda ao vivo. Ao telefone enquanto entrava. "Leti, faz o seguinte, se vc quiser sair, me dá um toque. É aniver da minha prima, eu sempre me divirto. Mas tá tocando Biafra. É, eu acho que é Biafra." Olhava. E observava aquelas pessoas pós-happyhour mas ainda no espírito escritório de ser tomando seu chopp. Encostamos no balcão em frente à mesa. Dois chopps por favor?

"A noite vai ser boa, e tudo vai rolar..."
Tem algumas músicas que são clássicos de bar-que-toca-MPB. Claudio Zoli. Djavan. Risos com a alegria e animação de Carolina - a Carol Bela - prima que sabe se divertir. Mais dois chopps, fazia tempo que as irmãs-sisters não saiam sós na balada.
Prá fora que dentro tá foda, não dá para agüentar. Homem tem que aprender uma coisa: segurar, encostar, puxar e falar a primeira e mais óbvia frase da história não vai fazer você conseguir a atenção de uma mulher. No mínimo o desprezo, no máximo uma respostinha bem atravessada.

Não sei bem em que momento que Carolina, maravilha de mulher, subiu e tranformou a mesa numa pista de dança das mais animadas. Em cima da mesa, no alto do salto, era só sorrisos a moça. Carolina não tem medo de viver, arte que tenta me iniciar há anos e que tenho muito que aprender. Não tem medo de se jogar, ser feliz. Não tem medo nem pudor do que os outros vão pensar. E sempre apenas me diz: "Desencana, deixa rolar", como se fosse um mantra zen; Um dia aprendo.

Mas voltando a epopéia, Carol estava em cima da mesa e depois de alguns chopps as primas e irmãs subiram nas cadeiras à volta para acompanhar a aniversariante em sua dança poética e comemorativa, como um séquito de princesas diante da rainha mãe. "Tire suas mãos de mim, eu não pertenço a você"; homens saem na balada prá pegar a mulherada, a mulherada sai prá se divertir. Depois que Carol subiu na mesa, a coisa pegou fogo e mais duas ou três mesas foram tomadas com o propósito claro de virar pista de dança; "Exagerado, jogado aos seus pés, eu sou mesmo exagerado", a cantora se empolgou e resolveu subir nas mesas, cantando Cazuza tentando encarnar o próprio...mas aí veio "Quem sabe ainda sou uma garotinha" e apesar do vestidinho antigo de futebol e da meia arrastão, garotinha tem preguiça de ficar dançando assim, e prefere descer do pedestal. Não me leve à mal, por você Carol a gente até dança na mesa, mas quando chegou na Cássia deu para sacar que o negócio ia pruma outra esfera.

"A Semana inteira, fiquei esperando...""magamalabarizaquamaran" - ãh? deu a hora de ir embora. Surpresa, amigos resolvem esticar e vamos até então a casinha de diversão.

 



Escrito por Renata CS às 13h03
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Frio

A ponta do nariz tá vermelha, as extremidades dos dedos doem
Cachecol, casaco, meia-calça, gorro, malha de lã.
A tarefa de entrar na cama vira tormento: colchão enorme demora mais tempo para esquentar em dias de inverno.
Quero que você me aqueça nesse inverno, e que tudo mais vá pro inferno. Ou então eu vou virar picolé. Entenda, o inferno não parece ruim sob a perspectiva climática, no momento virar tempero de caldeirão parece até atraente.
Pensa na cerveja, na pinga, no absinto que a amiga trouxe de praga, na vodka, em qualquer bebida que faça a perspectiva gelada abandonar esse corpinho.
Desejo de tomar sopa.
Isso porque ainda é o primeiro dia... 



Escrito por Renata CS às 12h54
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Auto-crítica

Não gostei. Sério. Não é que tá ruim, mas sabendo que poderia ficar muito melhor, fica aquela sensação de que ficou...ãh....uma bosta? Os outros falam que não é para tanto. Mas o nervosismo tava aparente, o texto pouco amarrado, informações jogadas e pouco comentadas. É o primeiro, mas custava ter parado umas duas vezes para respirar? Mexer menos os braços, ligar mais os textos com os quadros, tem que ser um diálogo redondo, e não um vai prá lá, volta prá cá medonho, ainda tem que arrumar um monte de coisas.

Poucas coisas na vida dão tanto prazer e tanta satisfação quanto fazer o que se gosta. E por saber fazer, é que tem que ficar bem feito. Ficar ok (ou nota 7) não é decididamente o resultado esperado. Eu quero o bom, o incrível, o inimaginável e não aquela sensação de que passou e podia ter sido isso ou não que tanto faz. Já sei trabalhar agora só me resta sonhar. Sonhava com um trabalho bacana. Depois de muito tempo rolou. Assistir a filmes, ler livros, conhecer lugares e dar a minha opinião. E também dar a minha cara à tapa, o que para uma covardinha é bem arriscado. 

O primeiro passo foi dado. Tomara que não encarne nem tartaruga nem lembre nessa corrida. Porque ainda tem muito para andar até a reta final. Aliás, quem falou em final?



Escrito por Renata CS às 12h34
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eu sei que eu falei que não ia aparecer mais aqui, mas alguém respondeu o e-mail que eu mandei avisando da estréia da forma mais querida possível. Ai vai:
"Criando o seu modelo

A frase é de Pablo Picasso: "Deus é, sobretudo, um artista. Ele inventou a girafa, o elefante, a formiga. Na verdade, Ele nunca procurou seguir um estilo - simplesmente foi fazendo tudo aquilo que tinha vontade de fazer".

É nossa vontade de andar que cria o caminho - entretanto, quando começamos a andar, um grande pavor nos possui, como se fossemos obrigados a fazer tudo certinho. Afinal, já que cada jornada é única, quem foi que inventou o padrão do "tudo certinho?" "
 
 


Escrito por Renata CS às 11h12
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Acordei atrasada de uma noite que o inesperado aconteceu. Pois é, fui encontrar e era eu. Perdida, nervosa, ansiosa (cadê o floral???). Então não vou falar muito.

ASSISTE AO PROGRAMA E ME CONTA O QUE ACHOU!!!

MULTISHOW, 23h45
(reprise amanhã 8h30 e 13h30)

Depois voltamos a nossa programação normal, com direito a subir e cantar na mesa músicas de "MPB animada que é bom para catar a mulherada" como eu tive de ouvir. Tem coisas que a gente só faz por quem ama. muito.



Escrito por Renata CS às 10h42
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Coicidências

Elas não cansam de acontecer, as tais coicidências. Você vai ter que trabalhar e tá lá. Vira uma prateleira e se encontra com o que há tempos imaginava. Coicidências. Elas acontecem. Assustam. Divirtem.

(adoro a possibilidade blogueira de reescrever pensamentos anteriores. Nossos incríveis cientistas, aqueles mesmos que um dia vão perceber que o teletransporte é a solução dos congestionamentos, vão perceber também que as relações humanas vão avançar muito quanto o corretor de texto já dito estiver em prática.)



Escrito por Renata CS às 14h34
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Uma carona na bicicleta

Cinema sozinha 3a-feira às 14h30. As Bicicletas de Belleville. Poucas palavras descrevem infinitas sensações. Música por parte deles. Só duas palavras minhas: Vá ver.




Escrito por Renata CS às 14h24
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De Metrô

De metrô anda-se mais rápido. De bicicleta também na atual situação da cidade, mas cansa-se mais.

Adeus àquelas horas no trânsito perdidas. No metrô você senta ou surfa, escreve, , vai rapidinho da Paulista à Saúde, volta, pega um filminho e depois uma nova carona até a Vila Madalena. Anda. Encontra os amigos. Volta às 19hoo e não rolou rush; Desce na augusta, à 120 passos por hora, vendo que a cidade é fria, bela e civilizada.



Escrito por Renata CS às 14h06
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Pensamentos Subterrâneos

* Estou há 8 parafusos e um colchão de uma cama nova.
* Anão, um homem pequenininho, sentou aqui do ladinho. Algumas amigas tem paúra de anão, eu não. Mas chorei de rir quando me contaram a história de uma que estava esbravejando num corredor de estúdio de tv, viu uma caixa no meio do caminho e aproveitou para descontar a raiva com um belo bicudo no pacote amarelo. Chutou a caixa, a caixa gritou: era o Nelson Ned. Detalhe: ela tem pavor de anão.
* "Olha a menina da TV!" Pois é, a menina da tv anda de metrô, vejam vocês.



Escrito por Renata CS às 13h01
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Piada ouvida em Praga

Dois homens conversam num bar sobre o mundo.
- No Brasil só tem puta e jogador de futebol.
- Ãh, minha mulher é brasileira...
- Em que posição ela joga?



Escrito por Renata CS às 02h52
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Infelizmente em matéria de higiene computacional não sou das mais limpinhas. Máquina promíscua que roda na mão de outras pessoas da casa e aí não dá para se responsabilizar pelo que acontece. Aí na vã tentativa de deixar tudo em ordem, começa-se a limpezinha de novo. E aguenta então a máquina enguiçar.

Escrito por Renata CS às 02h46
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Amada,

Saudades de você...

O novo programa...Estou com um bom frio na barriga, daqueles que dá um medinho mas que com o tempo vai melhorar. Porque é tanta novidade, até um experimentalismo num grau que me assusta. É tudo no meu nome, como paulista gosta de dizer, então só quero que o medo vá embora e deixe apenas a sensação de friozinho, sabe? Acho que o primeiro está bom por ser o primeiro e isso ser uma coisa bem diferente de tudo que eu já fiz. Mas sei que posso fazer melhor. Odeio essa sensação. Me diz o que você achou.

Então não esquece, 5af, dia 20, no Multishow às 23h45. Tem reprise na às Terças NA SEXTA, às 06h30, 08h30 e 13h30. Te mando um e-mail oficial depois.

beijoca



Escrito por Renata CS às 02h01
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Aitonalama

"Aitonalama", ministro de uma nova seita.
Adolescentes, em sua companhia é possível perceber o que já houve de melhor e de pior em você. Hormônios pulam, gritam enlouquecidos não só pela boca das meninas mas quando vêem uma luz no fim da caixa. E um quase soterramento, como aqueles de final de futebol americano, acontece instantâneamente. Impressionante o fenômeno.
Fenômenos impressionantes costumam rondar grandes eventos. Pessoas, espaço, atividades, skate-tirolesa-queda livre, é fácil até de se perder na área. No confinamento do primeiro dia, um momento de princesa que esperava no trono até as pessoas irem lá. Quando cansava ia até a boca da arena ver de lá a massa pular. Censura 14 anos. Menor desacompanhado só com a companhia do responsável legal, ordens do juiz. Sabe como é, vai saber o que esse povo anda cantando. 3 shows. Amigos. Canseira.
O dia seguinte acordou cinza e fez sua cor tomar conta da alma. Chovia, chovia, chovia. Marrom. Funda. Num primeiro momento, Maomé tenta chegar na montanha: ponte de madeira, andar no tubo, escalar a grade como o homem aranha. As toalhas foram ao chão. Pé na Lama. Muita lama. Uma cidade de lama. E uma fina capa de chuva impedia mais água de vir de cima. Caminha, caminha, caminha. Fala, fala, fala. FOME! Invasão da loja de sanduíches. Milkshake de Ovomaltine, canonizem quem inventou isso. É cedo ou tarde demais prá dizer adeus, prá dizer jamais. Não fala? Fala. Quer saber, agora é melhor pular de uma vez. Choc-choc-plof-plof. Schiik. Ufa, parece que chegou ao fim. Dá para ouvir um pouquinho, relaxar, saber do bafão, falar da missão. Entra na van, vai! Não rola café na madrugada. Tem coca light contrabandeada. Varanda prá praia de madrugada é um luxo. Barulho do mar, nem se fala.

Bye-bye, seu Cristo. Te vejo em breve.



Escrito por Renata CS às 01h54
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Um dia de começo de inverno, de céu azul e vento friozinho. Cachecol a postos para cobri a nuca que apesar de uma proteçãozinha (que em breve vai ser cortada) às vezes se surpreende com uma lufada gelada. Andando pelas redondezas todas quebradas, tentam colocar uma melodia que nem o mais duro tecno alemão consegue imitar. Com as orelhas devidamente protegidas, dá para adicionar um pouco de graça na trilha do dia a dia, e o caminho para a farmácia fica mais divertido.

As palavras de quem andava longe trazem arquitetura tcheca e alemã, imagens e lugares longínquos, e próximosde referências que passaram aos ouvidos ao longo dos anos. Histórias, histórias, histórias fotografadas, ricamente detalhadas onde cada imagem remetia a um novo começo, um outro caminho. Café; água com bolinhas, café com leite condensado que o dia tá bom e pode ser um pouco adoçado. Postais, lembrança e uma nova trilha sonora para iniciar a incursão pelo leste europeu. Um brinde. 70% alcóolico. Verde, delicadamente toma conta do açúcar. Queima na colher como poucos vistos. O sabor que lembra de bala mas que desce recordando o nome de todos os integrantes do sistema respiratório e digestivo, fazendo um calorzinho se expandir da altura debaixo do meio do peito. Risos. Muitos. "All love will come to those who listen", diz a etiqueta da loja de música alemã.

O friozinho permanece arrepiando a canela, desisto de conhecer Pedro Bó, sobrinho-primo recém nascido, para contemplar a arte do fazer nada. Tão raro. Tão calmo. Sopinha, sentar no sofá, assistir novela-seriado-outro seriado, amassa o gato, vizinhos formam pequena comunidade. Apesar do barulho, Kosovo tem capuccino com chantilly e raspas de chocolate às 23h45. Na esquina. Anda ouvindo o barulho se misturar com a rajada de vento que deixa a ponta do nariz vermelha. Sobe, se larga, bebe um quentinho prá esquentar e descansar.

Perspectiva de um dia a pé. Amanhã o caminho é pelo metrô.
 



Escrito por Renata CS às 01h31
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