DonaNilda


Para quem tem mais de três pontas no seu chapéu

Escrito por Renata CS às 13h15
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Convite para me juntar a comunidade pela humanização na área da saúde.
Jogo do Beijo
Aviso de sequestro a
Spam que reclama...da quantidade de Spam

yogurt sempre me surpreende, no meio de tudo isso, achei uma australiana que escreve um pequeno manual para os meninos entenderam as raparigas...pedi prá ela todos os textos...em breve por aqui

 



Escrito por Renata CS às 10h56
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O meu mundo só meu, como cantava Alice antes de entrar no País das Maravilhas, anda bem ácido, é verdade. Eu, que gosto de azul, preto, branco, tô com o tom ocre da história.
Ocre é uma cor estranha, lembra vômito e tal. Ando assim, sem saber o que fazer, prá onde ir...vivendo, bebendo, comendo, seguindo em frente porque atrás vem gente, porque se não parada ficaria. Mentira. Não aguento ficar parada. Mas fico muito cansada de ter que nadar sempre contra a maré, quase me afogar, eu mesma me salvar (alô Salva-Vidas...), ter de voltar a nadar (que tal uma carona?), e ter que enfrentar o fato de que a vida de vez em quando atinge esse tom de burro quando foge.
Porque o ocre é essa misturinha de marrom e amarelo (eu acho, quem quiser pode corrigir) que não quer te dizer nada, não trasmite nada mas as vezes é essencial (ou pelo menos torço por isso porque se eu estiver nesse estado ocre de ser sem necessidade, valha-me Deus!). Essencial porque na verdade o ocre traduz esse estágio de tô-aqui-mas-tô-na-minha.
Depois de tropeços e rasteiras, a concha se fecha e fico caseira. Saio com uma finalidade: observar, ouvir, dançar. Fica difícil querer trocar quando se está tão fraca por dentro, onde qualquer sinal é motivo pra recolhimento. Não me incomodo de estar na minha. Imagino que os outros se incomodem pela verborragia direta e taxativa do ocre. Mas tem cor do cocô, o que as pessoas poderiam esperar?

Em breve, quem sabe, tudo fica colorido de novo...



Escrito por Renata CS às 10h55
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Em 30 de junho meu celular foi roubado. Enrolei para entrar com o pedido de outro aparelho no seguro porque estava gostando daquela idéia de ficar sem o aparelhinho consumidor de mente, tempo e conversa. Só que não tava dando mais prá ficar na roubada e segunda-feira passada eu entreguei todos os documentos para o seguro. E agora o seguro me enrola: uma semana prá aprovar toda a qestão, e uma semana prá entregar. O tal aparelho deve chegar até sexta-feira. 30 dias depois do ocorrido.



Escrito por Renata CS às 13h21
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Oportunidade Única

Dor de garganta. Recomendação médica: falar o necessário, e só. Gravo programas a noite hoje e amanhã. O resto do dia é de silêncio. Se eu aguentar.

Escrito por Renata CS às 13h19
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Pessoas à volta fazem diferença no dia a dia. Por consequência, nas idéias, no mundo, na constante revolução chamada você.

Muitas vezes nos fazem acreditar. Em tudo. No mundo. Nas pessoas. Nos sentimentos.
Ás vezes um gesto direcionado ao outro, tem você como alvo certo. As certezas e dúvidas que permeiam aquele momento. Poucos dias separam a grande decepção de um sorriso abrindo a porta e dizendo "olha ...". E você vê aqueles olhos brilhando daquele jeito e tem certeza que o amor existe sim, pode acreditar. Ainda não deu certo, mas olha ali ele de flores na mão aparecidas do nada, se exibindo todo só prá te provar que dá sim prá ser feliz.
Ás vezes seguram a onda quando a sua cabeça vai mais longe do que seu corpo aguenta. Trazem-te prá Terra, pro calor do peito seguro de um  mundo que tem jeito. E não importa que o sentimento tenha mudado; hoje o que resta é o amor modificado de quem sabe que as coisas não poderiam tomar um rumo diferente do que tomaram. Esse amor que permanece é o suficiente para vocês se reconhecerem, respeitarem, torcerem e cuidarem pelo resto da vida.



Escrito por Renata CS às 14h39
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Hoje é o dia do post com imagem, então se você gosta de uma boa voz , vá ao SESC Pompéia ver a Cris Aflalo cantar...



Escrito por Renata CS às 14h30
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Com vocês...Dona Nilda e a Filha do Maestro (adoooooro essa moça) na festa do Prêmio Multishow:

disco novo da sempre-fofa Thalma saindo pelo selo Cardume. Fica ligado que a voz da moça é poderosa.



Escrito por Renata CS às 14h27
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Bailinho...bailinho...ô festinha divertida que era, músicas lentas, música progressiva, dançar abraçadinho, casamento chinês. Opa, casamento chinês acontecia em bailinho? Quando eu era moleca, era só ter uma garagem ou uma sala fazia e uma grande quantidade de crianças, pré-adolescentes e até adolescentes que pimba! O radinho era ligado, a vassoura tomava posição, rodinhas e depois casais se formavam tomando conta do salão.

Quando isso acontecia com a turma da escola, a diversão sem fim virava agonia tremenda. Sexta série, doze anos e um metro e setenta e dois centímetros de altura. Talvez um ou dois coleguinhas eram mais altos e o menino-dos-meus-olhos não era nenhum deles. Não adiantava querer, não adiantava tentar, não adiantava nem tirar o mini-bofe prá dançar. Em cinco minutos ou minhas costas doiam, ou alguém entregava a vassoura, na verdade a única altura compatível com a minha. Então, resignada eu dançava com a vassoura mesmo.

Ontem, festa de aniversário de uma grande amiga, bailinho, música lenta e ...meninos mais altos! Finalmente. E eu dancei. Uma, duas, três vezes. Divertido. Mas não tanto quanto à cara dos amigos quando eu mostrei com quantos passos se faz uma dança com vassoura. Aí, sim, eu arrasei.



Escrito por Renata CS às 12h21
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Estou atarpalhada atrapalhada....o blog vai ficar um pouquinho parado...talvez volte ainda hoje às atividades normais, suspensas temporariamente.

tão atrapalhada que não consigo mais digitar direito



Escrito por Renata CS às 13h20
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Anima Mundi

Ainda dá tempo...pelo menos tem hoje, amanhã e depois...alguém quer ir?



Escrito por Renata CS às 13h41
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Diálogos Impertinentes II

- Estamos falando há 45 minutos sobre sexo
- É porque a gente não vai fazer

***

- Você foi numa festa no puteiro?
- Ahã
- Sabe que uma fez eu fui num puteiro em João Pessoa, a gente ia prá tomar um negócinho...
- Sei Jonas...
- E daí eu morria de rir que o tira-gosto era o peito das putas.
- Como assim?
- O cabra vai lá, toma um negocinho prá esquentar e depois vai no peito que é prá animar.

*****

- Você sabe, né, que eu sou um cara casado e respeitador, mas quando a mulher se oferece fica difícil.
- Sei Jonas
- Outro dia a gente foi num bar e Leandro já tinha se arrumado cuma loira. Eu tô sentado. Vem uma cabeluda, fala no meu ouvido e senta no meu colo. Eu tive de levantar gritando "Ai!", ela "Que foi?", "é...é que a minha perna tá machucada".

 



Escrito por Renata CS às 13h30
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O mundo precisa ver isto!!!

(isto veio da Molvania, país do leste europeu que eu nem sabia que existia, graças ao Alê)



Escrito por Renata CS às 16h24
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Sempre tem alguém que diz "Nossa, que legal, seu trabalho é ir na balada". Adoro a balada. Odeio gravar nela. Ninguém imagina a delícia que é quando você entra num bar acompanhado por uma câmera: um foco de luz, geralmente voltado prá sua cara, altera toda a claridade do local. Por consequência as pessoas passam a acompanhar você andar e falar sem elas te ouvirem, só pela curiosidade; desconsidere então que elas estão te olhando ou você não consegue gravar. Por você estar com o microfone na mão uma meia dúzia de homens suuuper viris e alcolizados resolve que pode vir te falar do quanto "gosta do seu trabalho" ou que "você tem um sorriso" na hora que eles bem entenderem, o que normalmente sincronizado com a hora de começar a gravar - de preferência quando o operador de aúdio já está com o fone prá poder ouvir os imporpérios e rir um pouco. Até aí ok: dois anos nessa, sorria, e tecle o "Foda-se" e seja educada quando um desses que já passou da conta no álcool vem fazer gracinha.

Mas ás vezes o inesperado acontece: um degrau. um maldito degrau numa escada que eu subi e desci quatro vezes para fazer uma história. Na quarta descida a confusão degrau, passo em falso, tropeção tomou conta da situação. Pior, EU TROPECEI na frente do bar todo. Todo mundo virado para a parede do lado da escada que eu insistentemente subia e descia para ver o futebol e de repente: Pumba! a menina tropeça. Porque Deus É Maior eu não caí de cara no chão. Risos nervosos. um EEEEEEEEEEEEEE bem grande da platéia presente. A minha cara da cor de pimentão. E aí eu tive de mudar de lugar porque todas as vezes que eu descia a escada após o acontecido, caia no riso.

E tem gente que fala que esse trabalho é fácil....



Escrito por Renata CS às 12h26
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Voltamos à nossa programação normal, sem lamúrias. Os fatos do dia de hoje, de ontem, e de mais alguns, que a velha ranzinza queria comentar:

- Cortázar. Cortázar. Cortááááááázar: como um jogo de amarelinha.

- Medo. Pânico. Pavor. Falaram em Michael Jackson grávido de quádruplos. Ele estar grávido faria mais sentido que uma mulher engravidar dele por "vias naturais". Questiono se o cientista que desenvolveu esse tipo de inseminação cogitou um dia que Jacko seria o principal beneficiado, podendo criar uma legião de filhos que pudessem de novo alçá-lo ao estrelato. Ao invés do "Jackson 5", "Jackson e rebentos". Parece que hoje desmentiram

- Exposição do Flip, artista de rua com um trabalho dos mais bacanas que eu já vi. Na MOST.

 



Escrito por Renata CS às 12h21
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Uh! Tererê

Pega, sacode, joga essa bola prá lá.
Quer esquecer dessas mazelas da vida? Cai no pancadão!!!
Rebola, rebola, rebola, até o chão, com Nego Moçambique e Dj Marlboro.
Não podia ter sido melhor, não podia ter vindo em melhor hora.

Festa boa...



Escrito por Renata CS às 05h00
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Diálogos Impertinentes

- Desculpa não ter ido.
- Não.

Não desculpo descaso. Não desculpo quase. Não desculpo provocação. Não desculpo a não importância. E não desculpo o roubo de um  sorriso que insiste em se formar quase sem consentimento.

 



Escrito por Renata CS às 15h03
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Com a trilha sonora adequada sempre fica mais fácil sobreviver às intempéries. Findi que a chuva foi companheira dando conforto e solidariedade pra quem não tem idade prá se jogar de beiço na sarjeta. IIIIIIRRC! Mania que eu tenho de rimas...alguma professora de literatura, além de Fernando Pessoa e José Saramago, conseguiu que AB/BA ou CCDD se integrasse ao modus operandi do meu cérebro. No começo eu comparava esse estrago ao dos filmes, novelas e afins que te convencem que a mocinha sempre consegue ganhar alguma coisa no fim. Passada a tormenta pela medalhinha que mais uma vez escapou do meu peito, eu não xingo mais os filmes americanos por falarem que no final dá tudo certo. Eu acreditei porque quis. Ou porque sou filha direta de Pandora, e guardei a esperança no peito dizendo que no fim as coisas dão certo. E se não deram, ainda não chegou no fim. No máximo uma pausa.

Uma pausa prá ver que a dimensão dos problemas e dos amores é sempre relativa, e que apesar dos medos que são enterrados levantarem-se como o gatinho de "Cemitério Maldito" saindo da cova, eu consegui. EU CONSEGUI! Peguei um pilão bem grande e soquei o gatinho de volta na cova. Adoro gatos. Odeio fantasmas. E odeio mais ainda fantasmas que são alimentados ao invés de serem calados com um simples "Você não me apavora mais."

O bicho papão, segundo a mitologia de Hogwarts, é um ser em forma de nada que fica guardado num canto escuro, empoeirado, e que ao se defrontar com uma pessoa se transforma no seu maior medo. E para matá-los tem de tornar-los ridículos aos olhos de quem é amedrontado. Então talvez eu não crie amores ou fantasmas, só bichos-papões. Ou então a criação é grande e engloba as três categorias.

Classifica-se como espectro aquele que não tem matéria física, fica flutuando prá lá e prá cá abastecido apenas pela dúvida. A dúvida fode: um imenso espaço repleto de...nada, absolutamente vácuo; pior, permite apenas elocubrações psicóticas. Infelizmente e muito provavelmente, essas perguntas não serão respondidas, apesar de sentidas. Só eco, refletindo medo. Parte da chuva que molhava a minha pequena cidade era água do céu prá lavar uma cabeça que em minutos voltou a ser adolescente, voltou a ser descrente ou realmente se esqueceu de tudo o que viveu e aprendeu. A sensação de "Não ser" tentou ser sufocada, depois pulou pro lado de fora, gritou, esperneou e...passou. Inacreditável. Passou mesmo. Aquilo que se foi não obrigatoriamente exclui o que se é. Mas o que se é não é mais o que se foi.  A covardia é insuportável mesmo quando é própria de cada um, pois as justificativas são explicadas dentro da trajetória percorrida. O medo dos outros, a covardia alheia é muito mais feia, salta aos olhos por não ter explicação.  

Odeio perguntas que não tem resposta. Com a realidade é possível lidar. Com a grande decepção de uma rejeição dúvida de um amor que quase aconteceu, o outro, a decepção menor, que se escondeu, fica pequena. Fica compreensível: não se importa, então que me importa? O descaso não assusta. Porque ele só é descaso enquanto você cria caso. Só que caso a gente cria com quem te dá motivos e não com quem não liga. Todo mundo tem direito a gostar e desgotar. Cabe á você escolher a posição a tomar.



Escrito por Renata CS às 13h44
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Dói. Ás vezes dói tanto que eu penso na morte, o único fim para essa sensação. Arrependo-me de ter deixado a porta um pouquinho aberta. As pessoas não se importam umas com as outras. Ela apenas se interessam na utilidade que às outras podem ter para sua vida. Tá todo mundo sempre tão preocupado com a sua vida, a sua história, a sua expectativa que se ocupa e não vê o outro.

Até os atendentes da Telefonica estão ocupados. Vai todo mundo prá P*Q*P*.



Escrito por Renata CS às 13h31
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íncrível como todo dia que a tristeza consome o céu se fecha em solidariedade
(egocentria pouca é bobagem...)

Escrito por Renata CS às 13h27
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O castelo dos fantasmas foi invadido pelos ghostbusters com uma sede de limpeza maior que a Inquisição da  igreja. Taca todo mundo na fogueira já: aproveitando a promoção, trato de jogar mais um corpo no caixão... Já tá virando rotina encontrar cadáveres desmilinguidos tentando se esconder debaixo do tapete. Queridos aproveitem a libertação. Coragem não falta por aqui prá enfrentar demônios, espíritos ruins e aquelas almas penadas. Tô benzendo a casa inteira, o que significa liberação de responsabilidade, cantemos o mantra então, a uma só voz:
- Tumba-la-catumba-tumba-tá. (3x) 



Escrito por Renata CS às 14h10
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"Entende uma coisa: você nunca vai aguentar tomar o gol"

Escrito por Renata CS às 12h09
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 (Lynd Howard)

A Marcha fúnebre toca ao fundo, vai aumentando, tomando conta desse funeral improvisado......quer dizer, eu gostaria que tocasse essa música e ela fosse envolvente, mas nesse enterro promocional mentalmente promovido, ao invés do tã-tanãn/ tã-tanãn chorar nos meus ouvidos internos, vem primeiro as notas de Carlos Gomes na abertura da Hora do Brasil. Tã-tã-tananan. Daí não dá! Como é possível promover um enterro mental quando nem a música escolhida toca direito?

Foi um velório conturbado, essa história de chorar o corpo é muito dolorida. Observados com fé, na esperança que ele se levante, venha até perto e lhe diga no ouvido algo além de "Buuuuuu". Mas não dizem. Nem o Bu. Semana de saldão promocional: três corpos, um caixão.  Um morreu grávido na prisão dos sonhos infantis. O outro é cadáver que sofreu abuso da força. O terceiro morreu congelado. Depois que apareceram desfalecidos aos pés, difícil enfiar os três no mesmo caixão ou convencer-me a enterrá-los numa vala comum.

Os cadáveres estão em diferentes estágios de decomposição: Um dos corpos já dava sinais de putrefação. Estava na torre perdida quando foi de encontro à bruxa má. Depois de tanto tempo preso, quando saiu da torre para a vida própria foi seduzido pela própria solidão: novamente aprisionado, engravidou e caiu morto. Não há mais chance de um futuro que não existia a não ser naquele confortável espaço entre a melancolia e o sonho de conforto.  O segundo corpo quase não foi encontrado depois de se afogar e chafurdar num lamaçal, tal qual os guerreiros franceses na Guerra dos Cem Anos. Ainda há dúvida se foi assassinato ou suicídio, pois pesadas pedras encontravam-se amarradas aos pés. Ao mesmo tempo, os dedos das mãos apresentavam sinais de auto-flagelação. Difícil entender o que aconteceu e quase impossível não se revoltar com o fim de um carnaval de uma maneira tão besta e ao mesmo tempo supreendente. O terceiro morto ... esse morreu de frio. Escondido numa pequena fortaleza na Sibéria, ao invés de se habituar ao gelo como acreditava, na verdade cada dia perdia um pouco mais do calor humano que trazia. Não era um super-homem com seu quartel-general no Alasca, pois sem permitir a visita da Lois Lane,  com o Dr. Frio se parecia. Há quem diga que morreu de solidão. Não foi feita autópsia, mas esquecimento e descaso podem ser o motivo para o coração ter parado.

A morte é sempre dolorida. Expert em perdas, as cicatrizes bem desenhadas das primeiras parecem muitas vezes se reavivarem, quase num quelóide emocional, quando esse tipo de situação de aproxima. Freud ou Jung não explicam, todos só lamentam. Elas te sinalizam para um futuro meio medroso. Não tem coisa pior que ver seu medo sendo reavivado de novo, e de novo, e de novo.

 



Escrito por Renata CS às 00h51
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