Convicções são para aqueles que estão de fora (William Parcher/ Ed Harris - Uma Mente Brilhante)
Angústias são para aqueles que sentem Medos são para aqueles que experimentaram Tristezas são para aqueles que passam Mágoas são para aqueles que sobrevivem Numa amargura que se tranforma em constância, viver é para aqueles que querem acontecer.
Escrito por Renata CS às 10h40
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Figurino é uma coisa matreira: lindos, desejáveis, conferem um status diferente, já que milhares de roupitchas que não se tinha acesso magicamente aparecem no armário de produção - às vezes com direito à extensão de alguns dias na sua casa. Foi com um sorriso de alegria que recebi um macacão jeans todo bonitinho, tomara que caia, cheio de firulas.
Prá começar, precisei da ajuda de mais duas pessoas para fechar. Lembrei-me de Scarlett O´hara na antológica cena do espartilho em "O Vento Levou". Com a ressalva que não tinha Rhett Butler nenhum à minha espera. Subo no salto - 10 centímetros - e amaldiçou-o a mim mesma por não ter provado antes o figurino. E não era que estava pequena. A porcaria era justa mesmo. Um número maior ficaria largo. Ruim de sentar, ruim de dirigir. Chega na hora de gravar, dependendo da posição, não dava prá respirar. Sobe escada, desce escada, faz argila, pausa pro almoço.
Sentados nas mesas, os seres do sexo masculino torciam o pescoço para a minha passagem. O olhar era de um somaliano vendo um prato de comida depois de seis meses de estiagem. A sensação era de um pedaço de picanha ambulante, onde só faltava eu ouvir o açougueiro dizendo quanto custava cada pedaço da peça.
Sentei-me com certa dificuldade, fazendo piada com a equipe. Chega o prato escolhido - salada e quiche - e eu morrendo de fome. Só que não pude comer. Ou melhor, não aguentei; a sensação era de que a roupa ia explodir. Prá melhorar, começa uma vontade louca de fazer xixi. Levanto e vou ao banheiro. Desisto no meio do caminho. Só trabalha uma mulher comigo na equipe, eu não iria conseguir colocar o macacão de volta.
Sufocada, começo a gravar na última parada. Falta ar. Falta tanto que alguns neurônios deram sinal de não ter sobrevivido à pressão e eu começo a me embananar na gravação. Mais uma andadinha na rua e eu pensava nas Julianas Paes da vida - como essas mulheres aguentam fazer o tipo gostosa? Imagino que seja tão natural à elas quanto pareceu anti-natural prá mim. No vídeo ficou lindo, garantiu o cameraman, mas por via das dúvidas, ao final da gravação, evitei ficar de soslaio na porta, sob minha própria apreensão.
Escrito por Renata CS às 18h24
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Madrugada também é terra de desopilar o cérebro no orkut que pelo menos a porcariazinha funciona no horário. Crise de Consciência: dizer para as pessoas que não são suas amigas e que não deixam um recado explicando por que raios você deveria adicioná-las que você não quer adicioná-las. Pulos de Alegria: uma comunidade para desastrados. Uma comunidade prá desastrados. Uma comunidade prá desastrados. Melhor controlar a euforia porque a possibilidade de cair da cadeira aumenta consideravelmente com pulinhos.
Escrito por Renata CS às 03h16
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Madrugada que não se dorme se ouve boa música.
Escrito por Renata CS às 03h11
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Café + cigarro + sábado, domingo e segunda de trabalho = Gastriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiite
Escrito por Renata CS às 02h16
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Coincidências assustam. Apareceram sexta-feira travestidas um e-mail enganado (ou enganoso).
QUERIDA aNA sUELY
vASCULHEI OS JORNAIS O lUMIERE ATÉ ONTEM EXIBIA O wOODY aLLEN, HOJE MUDOU, ASSIM NÃO TEMOS NADA POR PERTO. nÃO QUERO VER OLGA.
lEIA MEU CONTO
AQUARELA
Ele foi chegando junto ao sol da manhã. O raio alaranjado atiçou cinzas, afastou minhas pernas mostrou brasas escondidas soprando labaredas. O amarelo e o azul do dia inflamaram o desejo enérgico de avivar, criando cores verdes.
Os amigos chegaram mais tarde formando rodas multicoloridas, conversas fluindo em festas. Nenhuma briga e se as vozes se alteravam era pra gritar mais alto as concordâncias. Nós em santas ceias. Cristãos, judeus, árabes esquecendo magoas seculares. Aquarela de polaridades aguadas.
Mesmo de dia eu tinha um brilho de estrela nos olhos. O espelho revelava. Mas a permanência desse estado, a duração das coisas e sentidos, na era dos descartáveis, me desassossegava, acreditando em extermínio do futuro. Então, rezava, ascendia velas pra fazer durar as coisas, fixar os sentimentos e me consolava: se o amor é ouro, amarelo verdadeiro, refletirá pleno sobre nós emanando harmonias, tornando as fugas e desvios impossíveis.
Aninhados repetíamos aqueles amantes ardentes, alheios ao barulho de Saigon e nós ansiosos alheios às torres no chão.
Dentro do escuro quando o silêncio emerge as palavras e sentimentos que calamos, aparece o monstro medo da dúvida, e (a)tinge nossas cores que dependendo de doses, mesclas e predomínios podem interferir-se, então vem o vermelho. Perigo. Não há como não fugir, gradeando com ferro preto os verdes claros, esperanças.
ABRAÇOS MARIA
Escrito por Renata CS às 02h11
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Levai-me convosco
Escrito por Renata CS às 08h25
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Elton John Morreu!
Ou melhor, tinha morrido de morte tão morrida que acordei ante-ontem com a certeza que as botas e o paletó estavam devidamente calçados e vestido. Avisaram-me que ele ainda não tinha. Ainda não sei o que me assusta mais: a possibilidade de uma "visão" de um futuro não muito distante ou o fato de que sonhei com Elton John. Deus, eu sonhei com Elton John!
Escrito por Renata CS às 14h25
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No Supermercado
As gôndolas e frutas e verduras e enlatados fazem parte do dia a dia da minha vida. Começou mensal, coisas da inflação, que na época não fazia eco na minha cabeça, mas sensibilizava o bolso paterno. Além do mais, era bem mais fácil entreter crianças hiperativas ali do que em qualquer lugar menos espaçoso. Depois, eramos duas, que ninguém merece fazer compras prum bando sozinha. Hoje é uma vez a cada quinze dias, desacompanhada, na maioria. Corre um certo orgulho pela lógica plenamente habilitada em arrumação de produtos no carrinho, e escolha de frutas e verduras sempre certas. Anos de prática, muitas dicas obtidas de senhorinhas P.h.D, que se encantavam com "a linda menininha tão pequenininha indo ao supermercado sozinha, que bonitinha". E um pesadelo recorrente: soterramento por batatas. Podem ser batatas, cebolas ou laranjas, o certo é que musicalmente "rolam as pedras, devem rolar" faz coro com uma liberdade poética toda vez que os dedos tentam arrancá-los da pilha que lhes é de direito. Rolam as batatas, as cebolas, as laranjas; a impressão é de que vai desabar, ai Meu Deus. Intimidada por alimentos com aquele poderio de fogo. Avexada, quando pensa que ninguém mais vai poder comprar cebolas porque estão todas no chão, veja só, a menina conseguiu um strike. Volta e meia elas correm atrás. Novas técnicas preventivas são desenvolvidas com apoio de mão, braços e barriga. Dignas de um ninja, ou de um filme do Tarantino.
Escrito por Renata CS às 13h13
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Qual será a real ligação entre o ufanismo dos narradores de jogos olímpicos e a probabilidade desses atletas se darem mal?
Escrito por Renata CS às 09h30
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Frustrada. Muito frustrada. Frustradésima na verdade Esse template é horrível e eu não consigo resolver isso. E ainda me deparo com textos e templates bacanas a todo momento.
Escrito por Renata CS às 13h46
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Todo dia ela faz tudo sempre igual mas ontem a noite foi diferente. Trabalho...preguiça. Aniversário...chegando por volta da 1h30 da manhã, o aniversário estava quase no fim. Não serviam mais nem chopp. Pós-aniver...bar com uma mesa e seis participantes, chopp e azeitona O aniversariante e uma amiga debandaram quando filial resolveu fechar, eram quatro da manhã vejam só. Uma das pessoas da mesa era dona de um bar. Quatro sobreviventes se encaminham prá próxima parada. Abre a porta do bar, entra, fecha a porta, cadeiras empilhadas, cerveja estocada. Amendoim torrado, no alto da pilha, ouvindo Fábio Junior, Roberto Carlos e Nina Simone. Opa, achei o Lou Reed. Chega Cida. São seis da manhã e ela é quem arruma o bar e a casa da dona. Ela ri como que puxa a orelha. Dona do bar tem essas vantagens, vai até o freezer e pega mais umas garrafas para a festa seguir para casa. Debandei. Todo mundo de férias ou trabalhando no lar e eu na doce ilusão de que ia conseguir acordar ás 8h30. Não acordei, mas vi um dia lindo clarear.
Escrito por Renata CS às 13h31
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Hormônios femininos e a sensibilidade masculina
Paulinha está grávida. Na verdade está quase parindo. O que significa que uma verdadeira revolução hormonal tomou conta do corpinho da moça há exatos nove meses. Esses (apavorantes) hormônios agem no corpo de cada mulher de maneira diferente. No caso de Paulinha, ela chora quase todos os dias. Ela não se conforma, por exemplo, com o fato que está gorda. E ela não está gorda, ela está grávida. Não percebeu que, talvez, devido ao peso extra que carrega, a balança realmente não tinha como apontar para o mesmo número.
Ainda inconformada com o fato, foi comprar um maiô para fazer hidroginástica. Entrou no provador. Se olhou no espelho. Desabou a chorar por causa da nova forma. Ligou pro marido ainda com lágrimas nos olhos: - Eu estou gorda, com celulite. - Meu amor, a celulite você já tinha antes da gravidez. Paulinha chorou mais ainda. E deixou prá comprar o maiô depois. Tinha uma coisa mais importante a fazer: ligar prá melhor amiga.
Escrito por Renata CS às 13h19
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Ontem foi exibido o ultimo capítulo de “Sex & The City”. E teve final feliz. Não sei qual vai ser a conclusão dos teóricos de televisão sobre o que um final onde as quatro terminam “bem” quer dizer. Se vão achar que isso vai de encontro ao que a série “pregava”. Confesso, gostei.
A probabilidade do cara que é "O" maluco delicioso aparecer em Paris quando você está precisando imensamente de um colo, um rosto conhecido e um calor no coração são tantas quanto as de se descobrir que o objeto da nossa afeição não quer saber de nada além dele mesmo, e sair linda e melancólica por Paris e dar de cara com o tal maluco.
Mas quem quer saber dessa realidade? Quando Carrie faz seu discurso “O que eu quero na vida é amar, é estar apaixonada”, uma pontada de felicidade correu pelas minhas veias. No fundo é isso que me faz torcer, apesar da clara consciência de que é uma idéia besta e influenciada pela quantidade de TV que eu assisti a vida toda. Mas eu gosto da idéia de que as coisas dão certo no final.
Pelo menos na série, no final todo mundo está feliz - e fica claro com o fim que não são o fim dos problemas, porque uma sogra com Alzheimer, um bebê chinês e até um pós-câncer não são lá o que se dizia como “Felizes Para Sempre”. E muito menos ficar com um cara como o Big é uma previsão de ficar livre de qualquer dor de cabeça .
Mas dá uma esperança que é possível ser feliz, bem resolvida, ter suas amigas e um cara na vida. E que gostar pode um dia realmente compensar os prós-e-contras que o fato nos traz. Sim, existe muito Bacalhau dando sopa por aí. Bananas então, a dar com pau. A gente se engana com o sabor da carência e torna-os quase de primeira qualidade. Mas, lá no fundo, a gente torce por um cara Bacana aparecer e vir te resgatar e rir com você durante um drink ou um jantar.

Porque a perfeição é muito chata, e o que vale a pena são os caras que nos dão rasteiras, aceitam rasteiras, riem disso conosco mas que quando é preciso, sabem a hora de se posicionar, ir atrás e mostrar de quem se gosta.
Escrito por Renata CS às 10h31
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Eu não sou bolinho
Volta e meio algum marmanjo vem com a frase "Nossa, mas que mulher braba que tu é". Não sou braba, mas também não sou bolinho. Decididamente aqui não é a casa da mãe Joana, e às vezes na parca tentativa de deixar isso explícito, eu acabo dando ênfase demais à algumas coisas.
Escrito por Renata CS às 12h29
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Dever cívico
Chego em casa. Juíza eleitoral no portão. Eu tentei fugir, eu tentei fugir. Não deu. Mais uma vez serei mesária na eleição.
Abre Parênteses; Esse "dever cívico", que geralmente cai num domingo - de sol, claro; onde você ganha um ticket-alimentação no incrível valor de 8 reais, já é um saco. Com a lei de Murphy agindo diretamente sobre a sua vida, a situação vai piorar um pouco: Lembra-se do Athayde Patreze? Aquele do microfone de ouro? Que dizia que tudo era simplesmente "Um luxo"? Pois é, adivinhe quem era o presidente da mesa na minha primeira eleição como mesáááária...simplesmente um luxo, não? Mas nada é tão bizarro que não possa alcançar a esfera do surreal, certo? Adivinha então quem votava na minha seção eleitoral? O excelentíssimo sr. político Mário Covas. êêêêê...já imaginaram o caos? Alguém tem idéia do que é você estar lá, sentada, entediada, dormindo praticamente (ou fazendo palavras cruzadas), e de repente, entra um batalhão de jornalistas acompanhando o sr.político que, claro, faz questão de comprimentar TODOS os mesários. E dai o porteiro do prédio, o zé da padaria, e o tio da banca falam: "Vi você na televisão!" Então, quando nada mais era esperado, chega o ápice...Mário Covas candidato à governador...votando na minha seção...na MINHA seção. E eu tentando calcular o horário que ele chegaria para conseguir ir almoçar justamente nesse meio tempo. Quando estou sorrateiramente saindo pela porta, uma massa humana que faria as tropas de George W. Bush no Iraque parecerem playmobil, caminham velozmente na minha direção. Vi a manchete "Garota é pisoteada no pleito eleitoral" estampada em todas as capas de jornais. Para meu infortúnio, não fui pisoteada e ainda acompanhei o então candidato sala adentro. Eis que na última eleição presidencial, quando finalmente alcancei o status de presidente da mesa, e consegui até mais que uma hora de almoço, sou obrigada a pedir licença da minha presença no segundo turno pois estaria viajando à trabalho. Correria desgraçada, documentos, cartas, xerox de passagem e no último dia antes da viagem ocorre a liberação. Dever cívico, nunca mais, eu pensei. Fecha Parentêses.
Acontece que agora eles abriram vagas para as pessoas que gentilmente se oferecem para trabalhar nas eleições. Gente que não deve ter ambiente em casa para preferir o tédio e marasmo de uma sala à companhia de qualquer outro ser vivente. Gente que realmente precisa dos oito reais prá comer. Só que, infelizmente, como isso foi pouco divulgado, o número de voluntários para trabalhar nas eleições foi abaixo do esperado e necessário. Então...então eles vão atrás dos adoráveis voluntários-obrigados, que mais uma vez são chamados para trabalhar nas eleições. E como eu tinha uma "pendência cívica", como minha querida e amável juíza eleitoral fez questão de frisar, lá vou eu de novo, de mala, cuia e palavras cruzadas na mão, atender você, caro eleitor, na minha seção. Só faça-me um favor: não apareça às 16h55 pra votar sem o nome e número do seu candidato em mãos. Porque, como presidente de seção, eu tenho o direito de indicar QUEM EU QUISER para cumprir a função eleitoral, já no segundo turno. E eu acredito muuuuito na síndrome do pequeno poder.

Escrito por Renata CS às 17h46
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Rapidinho
Chegou correspondência. Credenciais VIp para um evento: a Segunda Feira Internacional de Tubos, Válvulas, Conexões e Componentes. O dia promete nenhuma lógica.
Escrito por Renata CS às 12h58
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- Porque a gente nunca teve nada, e mesmo assim pensei sobre você. - Como assim a gente não teve nada? Não tinha nome, tinha sentimento.
Se viveu ou não na hora certa, daí são outros quinhentos. Se foi falta de coragem pra encarar o tranco, lide com isso. Mas aquele sentimento está ali independente dos passos dados. Os devaneios chegavam e ele permanecia intacto, esperando um novo encontro, porque quem está junto no coração não se desencontra ou reencontra, apenas se aproxima geograficamente.
Passam as tempestades, os furacões, e fica a certeza do brilho, caro e raro como o de uma estrela. Aquilo é amor. Amor eterno, que dura mais que a seca ou o inverno. É amor que existe independente do tempo, do espaço. É amor que aceita, simplesmente, e continua lá, intacto, inerente à própria existência daqueles que amam. Se amam tomando café e tentando ficar-e-fugir; amam quando seus olhos se reencontram num sorriso, numa conversa espichada pela tarde, num passeio perdido pelas linhas.
Ainda bem que não tivemos nada para podermos manter tudo. Manter a possibilidade de ir à Las Vegas e se sobrevivermos à uma semana de rock´n´roll, casar numa capela fast-food com um Elvis gordo cantando “It´s now or never”. Manter o sonho de um dia um orelhão tocar quando você passa na rua e se alguém atender, te passar o fone com uma pessoa que te pede pra casar com ela.

Escrito por Renata CS às 03h19
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Aquecimento
Brasília foi palco de uma festa inesquecível: aquecimento do festival que promete abalar quem gosta de música de beats - sejam eles vindos do rap, DB, techno, house e trance. O BMF-E tem um line-up que chega a provocar tremedeiras de ansiedade para a hora, e a festa de "Boas Vindas" ao festival não podia ter dado uma prévia melhor:
 Em plena Esplanada dos Ministérios, com o congresso nacional ao fundo, as atrações que balançaram a tenda eletrônica do festival no ano passado, ferveram a platéia esse ano: Hopper (dj local de tech-house que soube pesar a mão a medida que o set foi se desenrolando, e impressionou quem não o conhecia), Patife (sempre sorrindo, sempre dançando, e sempre capaz de levar a pista), EZ Rollers (hits são sempre hits), Santiago e era para ter Dimitri Nakov que perdeu o vôo e foi substituído por um dj de trance local (sorry, no name).
 Engraçado ver que mesmo quem não estava a fim de curtir a música, estava nos arredores da festa, em pequenos bolinhos em volta de seus carros. Teve quem entrasse na onda de contribuir com alimento, teve quem fosse apenas conferir, e uma grande maioria que queria apenas se divertir. Prá trabalhar foi ótimo. Equipe bacana. E uma cidade que nos recebeu de braços abertos.

Escrito por Renata CS às 03h02
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Engraçado como Brasília emociona...é piegas, quase cafona, mas aquele planalto imenso, cheio de histórias da capital do país, o teu país, a tua língua, a tua história, emociona. As linhas projetas e traçadas são também indicações de caminhos - os teus, os dos outros - que convergem ou combinam, ao mesmo tempo que apenas formam uma grande teia que dilui-se na paisagem local.

Escrito por Renata CS às 02h45
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