Entupida há quase duas semanas quando o bloqueio abriu espaço para a sensação de ficar embarreirado. Travada a respiração, no máximo é possível escorrer algum tipo de sensação do nariz. Eca. Seca por dentro, seca como o ar de Brasília e de São Paulo tentam impor. Não têm humidade nem humanidade. Refletem uma agonia que cada vez mais quer dizer cada vez menos. Depois de duas semanas, o ar voltou a circular. O tempo esfriou, humidificou mas ainda não choveu, permitindo que renasça alguma emoção. Não tem problema, a água cair do céu e brotar na terra é questão de tempo.
Escrito por Renata CS às 10h24
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Questão de tempo
tempo para resolver as tarefas do dia tempo para colocar a cabeça no lugar tempo para entender o problema e resolver a situação tempo para descobrir quem é de verdade e quem vai ser de passagem tempo para esconder quando quer ver e mostrar quando quer esconder tempo para querer e não querer tempo para mais ou para menos tempo para lembrar e para esquecer tempo é entrave para a humanidade porque não caminha sob a sua vontade. Somos reféns do tempo, que passa invariavelmente sobre nós
 (foto: Bob Eldale) Dandelion, como essa flor é chamada em inglês, é conhecida também como Amor de menino, que com o vento espalha e se vai
Escrito por Renata CS às 10h21
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 (por Mike e Kate do Tado encontrado no WearItWithPride , especializado em broches, modernos ou retrôs, para estampar no peito o que passa na cabeça)
Escrito por Renata CS às 19h21
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Inovações alimentares: tomate, tofu, orégano, shoyo, azeite. (pergunto-me onde deixei a cabeça. Ou onde encontrei o estômago)
Escrito por Renata CS às 18h32
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Brasilia Music Festival Eletrocnic - parte 2
(fim da primeira noite)
Apesar do cansaço, ainda deu para assistir um pouquinho do dj set do Xrs, ver o final do set do Craze e a entrada do Jam ( muita panca, pouco som), do Marky na sempre cheia tenda de drum´n´bass. 5h30, hora de ir para o hotel que ainda tinha muito para o segundo dia.
2º dia
O trabalho começa cedo, por volta das 16hs, num dia que começou às 9h30-10hs com a super-atenciosa responsável pela limpeza do hotel na porta. Não tinha “Não Perturbe” pendurado. Na verdade não tinha a placa em si no quarto, então... Então 10h10 na piscina pra dar um mergulho e acordar pra vida. Café. Reunião. Texto. 15h30 no lobby pra começar a gravar. Calor seco. Úmido fica você gravando no sol. Começa o segundo bloco na frente do Congresso Nacional. Segue pra Torre de Tv, ponto turístico. De lá para o local do evento, ainda vazio, misto de passagem de som e limpeza antes da festa, que começava às 18hs, ter seu início oficial.
O festival teve seu line-up (seqüência de artistas que se apresentaram em cada uma das tendas) decidido por alguém que já foi a festivais de todo o mundo e que mora no Brasil há quase 5 anos. Nem toda essa experiência foi suficiente para prever o que iria acontecer: o público brasiliense, ainda pouco familiarizado com a estrutura ou mais interessado na balada que em boas apresentações, simplesmente chegou muito tarde. Com isso, os grandes artistas escalados para os primeiros horários tocaram para quase ninguém. Nego Moçambique, das 18h10-19h10 no palco principal, tocou para 15 animadas pessoas, todas elas envolvidas de alguma forma no evento, e fez uma apresentação deliciosa, mas carente de público para aproveita-la e para dar força à esse “showman”.
Entra também para um público aquém do esperado, o projeto ao vivo do Dj Patife. O entrosamento da banda – que conta com músicos do Vitrola Stereophonica, com Cleveland Watkiss (cantor inglês) e com o animadíssimo Patife mostra-se entrosado, e consegue superar os insistentes problemas de som que teimavam em aparecer desde a noite anterior. Eis que a luz do palco se apaga e Cleveland faz uma piada sobre Patife cantar no chuveiro. E com aquela escuridão, uma voz conhecida – já que o DJ é também um MC recolhido, pois volta e meia pega o microfone pra se esbaldar – canta música que foi gravada com o Trio Mocotó para seu próximo disco. Suingue puro.
Existe uma pequena diferença entre as pessoas que olham, imaginam e aquelas que verbalizam e fazem. No evento havia um guindaste para queda livre. Tradução: braço de metal enorme que ergue uma gaiola de onde se é solto para queda em rede de proteção. Adivinha se não dá a maior vontade ao olhar? “Por que não fazemos o encerramento de bloco com a queda?”. Dã, porque você não fica quieta e pensa antes de falar. Lógico que todo mundo adorou. Lógico que permitiram o salto sem nenhuma cobrança. Lógico que ao observar dá vontade de amarelar. A subida dá medo, a adrenalina sobe, pensamentos desconexos tomam conta. A gaiola sobe na velocidade de um tema de Hitchcock. A sorte (!!!) era que Soul II Soul estava no palco, bem na hora da já desesperada subida. “Back To Life/ Back to Reality” tocava ao fundo enquanto pensava porque raios invento essas maluquices, se é para testar limites. Já não dava pra pensar, era hora de pular. Como um dos intrutores saltou para a rede de proteção sem nenhum tipo de amarra – literalmente se pendurou na gaiola e soltou as mãos, o medo diminuiu. E lá fui.
Escrito por Renata CS às 17h37
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A sua premissa é deixar a porta entreaberta e não escancarada
Escrito por Renata CS às 18h35
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Brasilia Music Festival Electronic - parte 1
A música, ah, a música. Música é paixão, capacidade de traduzir sentimentos, estados de espírito.
Vamos á Brasília acompanhar o primeiro festival de música eletrônica que rola na terra de Mr.Lula e companheiros, com a tarefa de transforma-lo num belo programa. A promessa é de atrações sempre esperadas, novidades na área – um palco dedicado ao rap, inédito no circuito festivais eletrônicos nacionais – e claro, encontrar todos os amigos que há tempos batalham para serem levados á sério como músicos e não como baladeiros.
A chegada no festival no primeiro dia foi por volta das 21hs. Marky & Xrs já tomavam conta com o projeto de live p.a (apresentação ao vivo, com banda e mcs junto com toca-discos e samples ) no palco principal. Alguns problemas no som, mas como a banda é formada por músicos muito bons, é possível aproveitar mesmo assim. Começamos então a perguntar para cada um qual era a sua dica para que as pessoas aproveitassem melhor os grandes festivais, cada vez mais comuns por aqui. Um par de tênis confortável foi o que surgiu primeiro.
A primeira grande surpresa foi o Soul II Soul – ok, os caras são respeitados, tem um trabalho de banda há algum tempo, mas eu não imagina o que eles poderiam apresentar como Soundsystem. Por Soudsystem entenda-se o dj tocando bases variadas e os 3 poderosos cantores da banda cantando, agitando, dançando. Capazes de tornar qualquer festa inesquecível, passearam pelos clássicos do Soul II Soul como “Keep On Movin´” além de usarem bases que iam de “Jammim´” de Bob Marley à “Check-it-out”, último sucesso dos Beastie Boys. Sem contar as mixagens deliciosas que misturavam, por exemplo, o vocal de Kelis “My milkshake brings all the boys in the yard” com a base clássica de “Billie Jean” de Michael Jackson. Os problemas no áudio continuam – alguns momentos os microfones simplesmente não funcionam – mas a diversidade sonora e rapidez na troca de músicas permitiam que a pista dançasse animadamente. O projeto literalmente passeia com classe por todas as vertentes de ritmos negros e sucessos que foram por eles influenciados. Até o clássico-chiclete do Dee Lite rolou. Definitivamente, “The Groove is in the Heart”
Segue para a pista mais bonita, a de Hip Hop. Toda ambientada com ônibus grafitados, carros empilhados cheios de luzes e um público fiel que era o primeiro a entrar no evento, pude apreciar um pouco de KL Jay discotecando e depois o Dj Cia com Xis como MC. Na subida do morro é diferente, mas ali era tudo igual. Festa, dança, alegria. Bom ver que essa vertente musical cada vez mais cresce e influencia os jovens brasileiros. E como os Djs da cena já estão na estrada há tempos, não tem medo de mostrar suas raízes, KL Jay termina com Djavan, Cia recomeça com RZO (?) cantando seu nome, Xis aproveita a escola gringa e pede mãos pro alto, hey-ho!

E nem por isso, porque estava bom e a vontade era de dançar, que dava pra deixar de trabalhar, então segue mostrando caminhos, entrada, pista multicolorida e circence trance, com o DJ Rica Amaral colocando o povo pra ferver, e a mulherada comentando que além dele ser bom era liiindo de morrer. Sai. Segue o caminho pra pista techno, o Renato Lopes, após sobreviver a uma queda de telão, passa a bola pro Dave Angel. E eu aproveitei que a equipe tinha imagens a fazer e fugi pro hip hop que a atração que eu mais queria ver ia entrar: Dj Craze
Craze foi 3 ou 4 vezes campeão do DMC, campeonato mundial de Dj. Além dele, só mais um cara conseguiu isso, o que significa que já são considerados hour-concurs. Além de ser um senhor garimpados de música, tem técnica precisa, o que o faz misturar beats, usar ao máximo do vinil como instrumento de som e tornar a experiência de acompanhar o seu set inteiro quase uma epifania. Performance impressionante, chega a fazer scratch de costas ou por baixo das pernas, passa o mixer com o cotovelo sem perder o tempo, te faz dançar loucamente. Hipnotiza a platéia que só consegue reagir com gritos a cada nova faixa. E elas foram dos clássicos do hip hop à Prince com “Kiss”, do melhor do Miami Bass à “Seven Nation Army” do White Stripes com batida de rap. Enfim, felicidade e plenitude. Ou como disse Xis “Eu vi Craze no BMF-E. Ponto”

(continua mais tarde)
Escrito por Renata CS às 14h34
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SONY MOD.CDX-CA537X
Esse é o modelo do meu rádio, que eu perdi a frente. Se você tiver uma frente de rádio como essa para vender, pleamordeDeus me avise. Não agüento viver sem som no carro.

Escrito por Renata CS às 14h30
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E lá vamos nós
Prá Brasília.
 Boas lembranças. Boas expectativas.
 Festival. Amigos. Música
Escrito por Renata CS às 08h52
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Rê.comenda
BOURBON STREET FEST 2004 : Segundo ano desse festival muito bacana prá quem gosta de jazz, soul, r&b, blues De 21 a 26 de setembro - 15 apresentações em 5 noites no Bourbon Street + 1 apresentação especial no New Orleans Jazz Brunch (caaaro, se vc pode, vá!) Dia 25/09: sábado - show gratuito ao ar livre no Parque do Ibirapuera Dia 26/09: domingo - Bourbon on the Street - show gratuito ao ar livre na rua dos Chanés!!! E barraquinha com comida Cajun (quando a culinária do sul dos Estados Unidos encontrou a dos escravos. Temperado). Uma deliciosa feirinha de New Orleans. A idéia é descer do avião (chego nesse dia de Brasília), atravessar a rua de mala e cuia e me jogar um pouco. Os shows começam por volta das 15h30 (acho), então beberica, come, dança, ouve boa música. De Graça!
Escrito por Renata CS às 13h48
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“O problema é o medo. Puro e simples. Então assusto quem está na minha frente e fujo. Fujo deixando a mão estendida pra trás, pedindo, por favor, não me deixe fugir. Choro quando não sinto os dedos do outro nem sequer escapando dessa mão mal deixada. Os dedos não se tocam porque levantamos as mãos quando somos surpreendidos. Peço pra me impedirem de fugir quando tenho que pedir para mim mesma tentar”. (texto antigo achado no caderninho)
Cansei. Cansei de fugir. Cansei de fingir.
Fugir só torna o problema maior. Enfrenta-lo é dolorido e eficaz para transformá-lo em solução. Dá um cagaço federal, perdão do termo. Ficar com ele, roc-roc, na cabeça permite que perdure, e com ele a história, o sentimento, até o vazio que ele preenche.
Intacta também a certeza de que aquilo basta de conhecimento, de sensação porque nada vai ser igual ao momento vivido. Pra que começar tudo de novo? Pra que se expor a tantas intempéries quanto são as pessoas que a todo o momento mudam de jeito como mudam os ventos.
Porque não vai ser igual. Ainda bem. Se fosse igual, ai sim não tinha porque ficar tentando, tentando em vão para experimentar a mesma sensação. Não vai ser igual porque você não é mais o mesmo. Não vai ser igual porque o outro é diferente. Não vai ser igual pura e simplesmente porque as pessoas são diferentes entre si, mesmo sendo gêmeos idênticos.
Deixar o tão confortável plano de fuga de lado implica em desenlaçar o emaranhado dos longos braços que enovelam-se durante o caminho. Quando começa a se usar a saída pela direita é só essa a placa que brilha durante o percurso. Não interessa se você está ou não no caminho dos tijolos amarelos. Profissional, pessoal, festivo, é sempre colossal o desespero-pânico-pavor sentido. Só que dá pra mudar o passo.
Começa o efeito dominó. Pedrinha por pedrinha que cai, encosta na outra, formar a cara do presidente chinês, o urso que chora, o dedo do meio, o foguete que decola. Há outra saída mais a frente. Pela esquerda, pela direita. Manter-se na estrada – e isso não quer dizer não pegar atalho, não pular tronco, e nem se perder na floresta para encontrar o lobo mau – oba! – é escolha e pegar a saída agora ecoa diferente. Depois do passo mudado, não dá andar pra trás. Dosa-se a velocidade, ora mais rápido, ora mais lento. Apreciar a paisagem, chegar no próximo ponto.
Escrito por Renata CS às 13h42
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Acordei achando tudo meio estranho, com gosto de cabo de guarda-chuva. Quase chocho a lista toda que achei com as tais "coisas boas da vida". Coisas boas prá quem, carapalida? Prá quem fez, provavelmente. Sorriso e chocolate.
2. Laughing so hard your face hurts. 11. Finding the sweater you want is on sale for half price. 12. Chocolate milkshake. (or vanilla!) (or strawberry) 14. A bubble bath. 16. A good conversation. 17. The beach 18. Finding a 20 note in your coat from last winter. 19. Laughing at yourself. 20. Midnight phone calls that last for hours. 21. Running through sprinklers. 22. Laughing for absolutely no reason at all. 23. Having someone tell you that you're beautiful. 24. Laughing at an inside joke. 25. Friends. 27. Waking up and realizing you still have a few hours left to sleep. 31. Having someone play with your hair. 32. Sweet dreams. 33. Hot chocolate. 34. Road trips with friends. 38. Going to a really good concert. 41. Making chocolate chip cookies.. 42. Having your friends send you homemade cookies. 43. Spending time with close friends. 44. Seeing smiles and hearing laughter from your friends. 45. Holding hands with someone you care about. 47. Riding the best roller coasters over and over. 48. Watching the expression on someone's face as they open a much desired present from you. 49. Watching the sunrise.
Esqueceram das flores. Saudades delas, coloridas, incríveis capacitoras de tornar o dia bom. Acho que vou melhorá-lo por conta própria.

Escrito por Renata CS às 10h17
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Alguém outro dia falava de como as palavras que aparecem na hora de aprovar seus comentários no blog são inusitadas. Quase sinais
Escrito por Renata CS às 10h12
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Filosofia de bar
"Judeu é o povo mais otimista do mundo, eles cortam um pedaço fora sem saber de que tamanho vai ficar" - Bel, Irmãos Rocha, Judeu
Escrito por Renata CS às 10h09
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FOLGA DE GARÇOM
O mundo trabalha e funciona normalmente enquanto eu tô de folga. Fazer o que;
Aproveitar e comprar presentes de casamento, chá de panela (confesso que suspeito que esse eventos tenham essa finalidade, encher a casa dos noivos de utensílios) Xico vai cortar as unhas, pro banho (e quem falar de viadagem do meu gato, apanha) Estante nova, EBA! Almoçar com a minha irmã, ó que linda clementina, e rir, muito. Andar pela Paulista, pelo Trianon, terminar o Paul Auster que eu estou há semanas prá fazer isso. 19h30 tem show do Instituto no Itaú Cultural, de graça. Tô lá. Acho que é um bom começo para poder descansar!
Escrito por Renata CS às 10h53
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eu, fujona, fiquei passada há alguns meses com a covardia alheia. Praticamente foi comprar cigarros e nunca mais voltou. Depois de choro, de vela, mandei tudo às fávas e segui meu caminho, sem nunca mais cruzar o dito cujo, sempre imaginando a reação quando isso acontecesse. Dizia que ia fazer a fina, dizer alô gelado, fingir que não era ninguém. Ao perceber a presença inesperada, tentei evitar que os olhares se cruzassem. Vã esperança de que a covardia de meses atrás tivesse sido substituída por uma repentina coragem. Nada. De repente, dois olhos me observavam enquanto uma outra boca sussurava em seu ouvido. Meu braço se levantou quase involuntariamente, o dedo do meio afiado como a lâmina de um canivete subiu e apontou prá ele o caminho que queria que tomasse. De um lado o orgulho - vontade há muito guardada - do outro a tristeza de saber que alguém que conseguiu a pé-de-cabra abrir um pouco da ostra, teve esse fim. A escolha não foi minha. Não gosto da idéia de inimigos, não gosto da idéia de rancor. Isso dá câncer e tenho mais o que fazer. Perdôo facilmente. Basta uma conversa que deixe fluir o que sinto. E, no momento, sinto muito que as coisas tiveram que ser assim.
Escrito por Renata CS às 10h44
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Praticamente
 quando você achar que já viu de tudo...lembre-se de esperar o inesperado
Escrito por Renata CS às 01h18
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Troquinho
ou a noite de cinquenta centavos. Realmente não esperava que valesse mais que isso. Mais valeu. Prá um artista de gangsta rap novo (sub-gênero que eu não sou grande fã, mas que o.k.), o show valeu mais que uma moeda de cinquenta. Boa produção, músicas conhecidas - ele fez muito cover - e um abdômem bacana. Portanto valeu um real.
Escrito por Renata CS às 18h36
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Na vitrolinha
Enquanto limpava a casa, bons discos de cabo à rabo, porque é tanta coisa prá arrumar que não é possível colocar um disco que você não ouça do começo ao fim: Kruder & Dorfmeister B Negão e os Seletores de Freqüência - Enxugando Gelo The Avalanches - Since I Left You Seu Jorge - ficou pela metade o pobre Vitrola Invísivel - programa incrível dos meninos do Instituto que é só deixar rolar
Escrito por Renata CS às 18h35
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Numa tarde de arrumações - amanhã chega a prateleira para discos e livros que aparentemente não vão caber - encontro caixas e mais caixas com cartões, bilhetes, programas de teatros e museus, ingressos. Pequenos pedaços que construiram a história trilhada do dia a dia. Lembranças engraçadas, algumas mal recordadas - que aflição encontrar palavras com forte conteúdo emocional sem que haja nenhum registro no HD cerebral sobre quem sejam essas pessoas ou a que situação se referiam. Datas longínquas: 91, 88, 86...alguns parecem faixas riscadas de um disco que há tempos roda na vitrola e ao invés de colocar o braço da agulha prá frente, ela ficou lá chiando, repetindo a mesma estrofe. Alguns fazem rir, outros chorar.
- "Love is just like a (simple) music" (92)
- Após a letra inteira de "Memories", a epígrafe "Nunca viva de lembranças!" (94)
- Receita para afastar Olho Gordo - segundo a amiga que escreveu, tinha a ver comigo - (nota: desde sempre isso??) (95): Para se proteger contra olho gordo, coloque atrás da porta de entrada da sua casa um copo virgem (!!!) com água, contendo 3 pedaços de carvão vegetal. Quando os carvões afundarem, jogue tudo em água corrente, menos o copo, que pode ser usado novamente para renovar a simpatia quantas vezes quiser, sempre numa sexta-feira (nota2: aí o copo não vai ser mais virgem, mas pelo jeito não tem problema...)
- "Há de tentar o diálogo, quando a solidão é vício" (Drummond) - 06/04 - 91, eu acho
- O melhor trava língua da história da humanidade (quem conseguir falá-lo rapidamente, sem se enrolar, avise que será premiado): " Tertuliano, fruído e peralta Tipo incapaz de ouvir um bom conselho Tipo que morto não faria falta Certo dia, deixou de andar à malta E indo à casa de seu velho pai, na sala, em frente ao espelho, disse: Tertuliano, tu és lindo e formoso! O velho pai sisudo, que por de trás da cortina ouvira tudo, entrou na sala e disse Tertuliano, juízo!" (20/10/95)
- "Judge me all you want, just keep the verdict to yourself" (caixinha de fósforos made in NYC/99 - tradução: julgue-me o quanto quiser, apenas mantenha o veredito para você mesmo)
Escrito por Renata CS às 18h17
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Soulseek é um tipo de ferramenta que provoca dependência. Agora é assim, liga o computador, abre soulseek, escolhe músicas e deixa baixar. Qualquer sugestão é bem vinda. Principalmente as que vem dessa coluna e desse programa. Aviso aos navegantes: o vício é real e fatal. Vá por sua própria conta e risco. E depois não digam que eu não avisei.
Escrito por Renata CS às 20h08
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Sono. Sonhos. Muitos. Muitas horas.
Escrito por Renata CS às 20h04
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As coisas tem seu tempo e seu sentido. Intimamente você sabe o que vai acontecer, mas tem uma coisa de menina mimada que é o querer. Ás vezes isso faz a ficha demorar prá cair, mas quando cai é um misto de alívio e riso; aquele contido por saber que era esse o caminho a seguir e que a cabeça dura teimava em impedir.
*****
Semana agitada, intensa. E continua. 3 empregos diferentes. Começa uma etapa agora, o dia de guia turístico. No meio de tudo isso, vem uma voz rouca e faz "Boo!" no meu ouvido. Por um nanosegundo, eu fecho os olhos e perco o sentido. Respira. Tem que correr, não há tempo há perder. O coelho branco passa correndo prá dizer: "´E tarde, é tarde, é tarde até que arde. Ai, ai, meu Deus! Alô! Adeus! É tarde, é tarde, é tarde!"
Escrito por Renata CS às 09h09
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Antes de sair
As menores olheiras do mundo vão se tornar maiores se esse ritmo continuar
Escrito por Renata CS às 10h06
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A grande vantagem de se trabalhar muito é que é humanamente impossível ficar pensando, punhetando, filosofando sobre o estado de espírito-a brevidade da vida- a tristeza e a melancolia - a puta que o pariu - o dia todo. Acorda, simbora, tem que produzir. Tá, o humor ainda oscila. Ainda quero colo, mas corro para o meu vôo que tem muita coisa prá fazer. (Sabe lá como)
***** No meio do caminho recebi uma foto linda, da minha amiga predileta, num dia ótimo do Sonar. Com ela, evoco esses momentos de bem, para que assim seja o dia, Amém. (essa mania de rimar me mata)

Escrito por Renata CS às 09h46
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