DonaNilda


Existe um momento em que se está acordado e dormindo. As imagens desconexas tomam conta da cabeça, confunde-se realidade e imaginação. Sonha-se acordado. Fala-se dormindo. Dizem que nessa hora a verdade é sempre dita.

Escrito por Renata CS às 09h34
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Para quem quer rock

em meio ao concreto e ao discreto.....carro ....carro....carro.....graveto.....gravote....gravata.....terna....terneira....cinzzzaa.....fome.... corre....corrreria

......babylon....babylon......hora do almoço. ....show do Borderlinerz......sexta feira... 15.10.2004.. .12:30h.......av.Paulista 1313....predio da

Fiesp.....gratuito....  no meio da rua ??? naaaooo.....na calçada....mas eh de graça.....denovo?? eeeeeeeeeeeee.................. www.borderlinerz.com.br

 

SONS URBANOS | 15.10.2004 | 12:30h
BORDERLINERZ
Esplanada do Centro Cultural Fiesp
Local: Av. Paulista, 1313 -  Entrada Franca

(em frente a estação Trianon Masp do metrô)
Informações nos telefones 3146-7405 / 7406



Escrito por Renata CS às 14h44
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Fala-se de

Do texto que saiu no "The Independent" sobre a situação no Rio de Janeiro, sobre Guerra civil não assumida, sobre traficantes e a diferença do antes no morro. Em "A Fuga", música em que o rapper Xis versa sobre a história de Escadinha, o sample dos Originais do Samba fala exatamente isso: "Na subida do morro é diferente". Se a subida do morro já foi mais humana, não posso afirmar. A imagem do traficante que cuidava da sua comunidade foi-se junto com meia dúzia de corpos que acostumamos a ver no noticiário.

Trabalhar num prédio com vidros à prova de balas não era costume, mas virou para todos os funcionários da rua Itapiru, no Rio Comprido, centro do Rio de Janeiro. No "refeitório" é possível perceber a espessura das janelas e os morros que circulam o frágil esqueleto de cimento e tijolos. São favelas que viram complexos; inimigos estão grudados e separados de seus aliados por um pedaço de terra que é de outro no meio; ali não há opção além de fazer piada.

Descemos para encontrar a equipe no carro para saída. A chefe brinca "É festa junina!". Atravessem o pátio rapidamente. Meio lesada, fica no ar a piada. Vê a equipe do outro lado, ninguém sai do carro. Entramos. Não ouvimos nada. Pára. Presta atenção. Barulhos de pequenas explosões. Pipocos. "A bala não é de festim, aqui não tem dublê". Lembro de "A Fuga" de Xis novamente. "A fuga cinematográfica é prá quem pode, estilo hollywood, na terrra do ...", se Escadinha saiu de helicóptero do meio do presídio, porque não podemos sair de van de lá. Saímos. No caminho, a equipe faz um relato sociológico da situação local. Mas nem eles conseguem encontrar um acordo. São muitas histórias. Muitos codinomes.



Escrito por Renata CS às 10h53
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Dos textos que se recebe

Por definição e princípio, sou contra passar prá frente textos-e.mails-correntes que entopem a caixa postal. Nunca se sabe o autor, prá começar. Tem um quê de auto-ajuda, ou no mínimo tentativa-de-começar-reflexão. Só que às vezes a ajuda para a reflexão tem que vir assim, de fora. É um olhar e uma palavra em plena afobação que promovem um sossego verdadeiro, mesmo que momentâneo. Tranqüilidade que não tem medo de passar para o outro. Sabe aquele mote "gentileza gera gentileza"? às vezes palavras boas geram mais palavras boas, e é possível esquecer do que se passa por aqui. Recebi um texto que dizia ser de um processo seletivo de empresa, sem autor, sem nada. Mas com uma tremenda força nas palavras.

JÁ FIZ COSQUINHA NA MINHA IRMÃ SÓ PRA ELA PARAR DE CHORAR, JÁ ME QUEIMEI BRINCANDO COM VELA. EU JÁ FIZ BOLA DE CHICLETE E MELEQUEI TODO O ROSTO, JÁ CONVERSEI COM O ESPELHO, E ATÉ JÁ  BRINQUEI DE SER BRUXO. JÁ QUIS SER ASTRONAUTA, VIOLONISTA, MÁGICO, CAÇADOR E TRAPEZISTA. JÁ ME ESCONDI ATRÁS DA CORTINA E ESQUECI OS PÉS PRA FORA.

JÁ PASSEI TROTE POR TELEFONE. JÁ TOMEI BANHO DE CHUVA E ACABEI ME VICIANDO. JÁ ROUBEI BEIJO. JÁ CONFUNDI  SENTIMENTOS. PEGUEI ATALHO ERRADO E CONTINUO ANDANDO PELO DESCONHECIDO. JÁ RASPEI O FUNDO DA PANELA DE ARROZ CARRETEIRO, JÁ ME CORTEI FAZENDO A BARBA, APRESSADO, JÁ CHOREI OUVINDO MÚSICA NO ÔNIBUS.

JÁ TENTEI ESQUECER ALGUMAS PESSOAS, MAS DESCOBRI QUE ESSAS SÃO AS MAIS DIFÍCEIS DE SE ESQUECER. JÁ  SUBI ESCONDIDO NO TELHADO PRA TENTAR PEGAR ESTRELAS, JÁ SUBI EM ARVORE PRA  ROUBAR FRUTA, JÁ CAÍ DA ESCADA DE BUNDA. JÁ FIZ JURAS ETERNAS, JÁ ESCREVI NO MURO DA ESCOLA, JÁ CHOREI SENTADO NO CHÃO DO BANHEIRO, JÁ FUGI DE CASA PRA  SEMPRE, E  VOLTEI NO OUTRO INSTANTE.

JÁ CORRI PRA NÃO DEIXAR ALGUÉM CHORANDO, JÁ FIQUEI SOZINHO NO MEIO DE MIL PESSOAS SENTINDO FALTA DE UMA SÓ. JÁ VI  PÔR-DO-SOL COR-DE-ROSA E ALARANJADO, JÁ ME JOGUEI NA PISCINA SEM VONTADE DE VOLTAR, JÁ BEBI UÍSQUE ATÉ SENTIR DORMENTES OS MEUS LÁBIOS, JÁ OLHEI A  CIDADE DE CIMA E MESMO ASSIM NÃO ENCONTREI MEU LUGAR.

JÁ SENTI MEDO DO ESCURO, JÁ TREMI DE NERVOSO, JÁ QUASE MORRI DE AMOR, MAS RENASCI NOVAMENTE PRA VER O SORRISO DE ALGUÉM ESPECIAL. JÁ ACORDEI NO MEIO DA NOITE E FIQUEI COM MEDO DE LEVANTAR. JÁ APOSTEI EM CORRER DESCALÇO NA RUA,
JÁ GRITEI DE  FELICIDADE, JÁ ROUBEI ROSAS NUM ENORME JARDIM. JÁ ME APAIXONEI E ACHEI QUE ERA PARA SEMPRE, MAS SEMPRE ERA UM ''PARA SEMPRE'' PELA METADE.

JÁ DEITEI NA GRAMA DE MADRUGADA E VI A LUA VIRAR SOL, JÁ CHOREI POR VER AMIGOS PARTINDO, MAS DESCOBRI QUE LOGO CHEGAM NOVOS, E A VIDA É MESMO UM IR E VIR SEM RAZÃO.

FORAM TANTAS COISAS FEITAS, MOMENTOS FOTOGRAFADOS PELAS LENTES DA EMOÇÃO, GUARDADOS NUM BAÚ CHAMADO CORAÇÃO.

E AGORA UM FORMULÁRIO ME INTERROGA, ME ENCOSTA NA PAREDE E GRITA:

''QUAL SUA EXPERIÊNCIA?''.

EXPERIÊNCIA? QUEM A TEM, SE A TODO MOMENTO TUDO SE RENOVA?



Escrito por Renata CS às 10h37
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Semaninha braba. Primeiro levam o Super Homem. Agora o Menino que atravessou o espelho. Aos fãs de Fernando Sabino, "O Menino no Espelho" li ainda na escola, quando começava a gostar das palavras.

"Para testar, coloco a mão direita espalmada sobre o espelho. Como era de se esperar, ele ao mesmo tempo vem com sua mão esquerda, encostando-a na minha. Sorrio para ele e ele para mim.
Quando volto a olhá-lo no rosto, vejo assombrado que ele continua a sorrir. Como, se agora estou absolutamente sério? Um calafrio me corre pela espinha, arrepiando a pele: há alguém vivo dentro do espelho! Puxo a mão com cuidado, descolando-a do espelho. Em vez da outra mão se afastar, ela vem para fora, presa À minha. Recuo um passo, sempre a puxar a figura do espelho, até que ela se destaque de todo, já dentro do meu quarto, e fique à minha frente, palpável, de carne e osso, como outro menino exatamente igual a mim..."



Escrito por Renata CS às 14h57
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Boo

Se alguém se habilitar a me dar um presente amanhã, essa pode ser uma boa sugestão.


Escrito por Renata CS às 13h40
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Lendo

Velho hábito, abandonado por força maior, é ler andando. Como alguns caminhos já são conhecidos, dou-me ao luxo de perder a paisagem até a padaria para ganhar em sorrisos, interrogações e alegrias. Lógico que não é qualquer livro, mas também não é qualquer pessoa que lê andando. Os mais densos abandonei por causa dos postes e árvores, que sempre se jogavam na minha frente em momentos periclitantes.
 
Peguei o da Mercearia hoje. Ainda no início, desvios importantes dos cocôs dos cachorros e de seus donos que habitam a rua Jacurici. Mas eis que estavam lá Diabo Verde, Borges e principalmente Nina.

Nesses breves passos o caminho da padaria foi perdido, o corpo quase foi atropelado por um carro e o sapato que vinha e voltava inteiro, quase foi cagado. Desisti de vez de ler andando, já que nem um simples conto garante segurança. Agradeço então à Nina pela bem-vinda segurança. Nina que foi olhada e despertou um Universo. Nina que saiu andando e deixou as cervejas. Palmas para Nina.
 
*********
 
Prá conhecer Nina e outras histórias, siga até a Mercearia São Pedro, em São Paulo (Rua Rodésia, 34). Se for andando, por favor, não leia. Se chegar até 19hs e pouquinho, não esqueça de pedir pastel.


Escrito por Renata CS às 13h20
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¿Cómo he podido tardar tanto en descubrirlo?

O barulho da chuva do lado de fora do vidro não inibe o barulho dos pensamentos de dentro. Presta atenção nos pingos, é, nos pingos que o barulho diminui. Mas aí entra um frenesi de pingo aqui, pingo ali e os pingos não param de cair. Será que há um ritmo? Há uma mensagem subliminar?
Ê, lá vem você com essa mania de mensagem subliminar. Já reparou que tudo é uma grande mensagem subliminar? Tem sempre alguma coisa escondida, alguma entrelinha a ser lida. Relaaaxa. Trânsito não significa que tão tentando impedir alguma explosão.
Relaxa porque não é você. Não é você que pensa o tempo todo. Que fica olhando os lados diferentes do prisma, uns quatro contando assim, rapidinho. E se? E se? E se realmente o trânsito for uma "menção" divina à permanência na Terra.
Acha isso importante?
Não. No, no, no. Não sei nada disso. No máximo, foco na diversão. Cansei da guerra, quero ver gente que escorrega. Agora, Live, Vamos acompanhar o que andam fazendo aquelas pessoas.



Escrito por Renata CS às 10h15
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Live Update

* a saber: o recorde mundial de roubo de bem casados de casamento foi batido. 26 unidades divididas entre duas ladras de longo, escondidos na bolsa, no xale e nas mãos. Embora não imagino como alguém esconde bem casado nas mãos.
*Christopher Reeve morreu.
*Kill Bill 1 voltou ao Belas Artes, agora que Kill Bill 2 entrou em cartaz. Pessoas que não tem nenhum apreço pela própria vida e/ou também acredtiam ser reencarnação da Noiva ou de Bill, inscrevam-se para a maratona. piada interna não tem graça em blog. Continuo à procura de companhia para ver os dois na seqüência.



Escrito por Renata CS às 10h10
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Julio Cortázar

Preâmbulo às Instruções para dar Corda no Relógio

 

Pense Nisto:  quando dão a você de presente um relógio estão dando um pequeno inferno enfeitado, uma corrente de rosas, um calabouço de ar. Não dão somente o relógio, muitas felicidades e esperamos que dure porque é de boa marca, suíço com âncora de rubis; não dão de presente somente esse miúdo quebra-pedras que você atará ao pulso e levará a passear. Dão a você - eles não sabem, o terrível é que não sabem - dão a você um novo pedaço frágil e precário de você mesmo, algo que lhe pertence mas não é seu corpo, que deve ser atado a seu corpo com sua correia como um bracinho desesperado pendurado a seu pulso. Dão a necessidade de dar corda todos os dias, a obrigação de dar-lhe corda para que continue sendo um relógio; dão a obsessão de olhar a hora certa nas vitrinas de joalharias, na notícia do rádio, no serviço telefônico. Dão o medo de perdê-lo, de que seja roubado, de que possa  cair no chão e se quebrar. Dão sua marca e a certeza de que é uma marca melhor do que as outras, dão o costume de comparar o seu relógio aos outros relógios. Não dão um relógio, o presente é você, é a você que oferecem para o aniversário do relógio.

 

 

Instruções para dar corda no relógio

 

Lá no fundo está a morte, mas não tenha medo. Segure o relógio com uma mão, pegue com dois dedos o pino da corda, puxe-o suavemente. Agora se abre outro prazo, as árvores soltam sua folhas, os barcos correm regata, o tempo como um leque vai se enchendo de si mesmo e dele brotam o ar, as brisas da terra, a sombra de uma mulher, o perfume do pão.

Que mais quer, que mais quer? Amarre-o depressa a seu pulso, deixe-o bater em liberdade, imite-o anelante. O medo enferruja as âncoras, cada coisa que pode ser alcançada e foi esquecida começa a corroer as veias do relógio, gangrenado o frio sangue de seus pequenos rubis. E lá no fundo está a morte se não corremos, e chegamos antes e compreendemos que já não tem importância.



Escrito por Renata CS às 15h41
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Adeus

Alguns livros dialogam com seus leitores. Frases, que o guru passa lenta e subliminarmente aos olhos vorazes que o procuram como se procurassem à resposta sobre a verdade de suas vida. Alguns marcam essas palavras, na ânsia de não esquecê-las. Mas elas passam, como passa a história. Ao acabá-lo resta aquela sensação estranha, de um passo dado, de um amor largado.
É vero que é fácil ter um novo à mão. Na prateleira, na cabeceira, tem sempre outro esperando prontamente para recomeçar o tórrido caso de amor-e-iluminação.
Fechá-lo e guardá-lo deixa uma sensação de melancolia, quase culpa, por abandonar algo que foi tão bom por dias.



Escrito por Renata CS às 11h28
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Idéia


Ela está aqui guardada, pronta prá ser desenvolvida, mas tenho de correr para ir trabalhar. Deixo as palavras de Paul Auster:

"Todo mundo faz palavras" continuou "Todo mundo escreve as coisas. Criança na escola faz lição nos meus cadernos. Professor põe as notas nos meus cadernos. Carta de amor vai no correio no envelope que eu vendo. Livro para contador, bloco para lista de compra, agenda para planejar semana. Tudo aqui importante para a vida, e isso me deixa feliz, isso me deixa feliz, motivo de orgulho para a minha vida"
(Mr.Chang - in "Noite do Oráculo", de Paul Auster)



Escrito por Renata CS às 09h21
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01/10

Esqueci do aniversário da minha mãe. De novo. Não é a primeira vez que isso acontece mas também não é mais que a terceira em dezessete anos. Portanto não é a primeria vez que essa agonia tardia toma conta. Putaquepariuquebosta, esqueci do aniversário da minha mãe. Como assim, que filha meia-boca é essa que não caiu em prantos, não se trancou num quarto e chorou copiosamente porque naquele dia o ventre que coloco-a no mundo deveria aniversariar. Ao invés disso, este está a mais de sete palmos embaixo da terra. Isso se tiver, porque já faz tanto tempo que nem nada deve existir por lá. 
Não é só isso, não é só isso mesmo. Foi um dia bem estranho, sexta-feira à noita, antes de ir trabalhar, resolvi que não devia deixar desanimar e coloquei uma música bem cantarolável prá dar força prá sair. Sem cabimento nenhum. Quem pode querer ficar feliz num dia como esse, quem pode querer dançar despreocupadamente no banheiro quando o dia era prá ser como uma solenidade federal: chato, longo, arrastado e triste.
A porcaria é que ela não vive mais, se estivesse viva isso nunca iria acontecer. Como posso ter certeza? Provavelmente conviveria bastante com ela subtraindo qualquer risco de lesação e esquecimento. Ou não. Mas caso não convivesse por opção, seria um dia de rosnar prá dentro o tempo todo, fingir que não lembra é quase como lembrar o tempo todo.
Acontece que não convivo, acontece que ela já morreu, e o fato de eu esquecer o aniversário dela dá uma sensação de culpa misturada com tristeza, peso na consciência. Que porcaria de filha desnaturada devo ser eu para esquecer uma data tão importante. Há uma obrigação interna de velar esse corpo que há tanto se foi, que está a mais tempo ausente do que presente.
Pode ser, encare isso como um nanossegundo de possibilidade, que isso seja um passo adiante. Nossa, como você tem coragem de falar isso? Sim, pode ser uma possibilidade, uma nova forma de encarar essa perda desgracenta que marcou, marca e marcará mas que nem por isso tem que ser carregada como uma cruz ou uma carranca, espantando a todos e lembrando ao autor do flagelo que aquilo representa.
Pode ser que seja apenas mais uma das tatuagens que carrega-se na alma, uma mais melancólica, um desenho feito de sonhos, expectativas e projeções não realizados. Não amargurados, disso há certeza. Conformados com a impiedade do tempo, seguem a trilha da vida.

Decido então não arrastar mais essa lembrança, apenas sorrir prá dentro. Feliz aniversário atrasado, mãe.



Escrito por Renata CS às 18h17
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Imagine:
Trabalhar das 22h30 até 1h da manhã da sexta-feira num lugar que não gosta fazendo algo que não queria.
Na manhã do sábado faltará energia na sua casa das 9hs até às 14hs.
No domingo você é mesário.

A sua mente, procurando uma saída, descobre um universo paralelo onde sonhos são reais.
O trabalho magicamente acaba à 0h. Tempo de ir despedir-se da amiga que canta. Uma garrafa de vinho prá dividir. Um quarto de hotel prá poder dormir e acordar. As eleições não são canceladas mas todos os eleitores da seção comparecem até o meio-dia, permitindo que o presidente da mesa encerre por ali. Um dos seus restaurantes favoritos comemora a entrada do 250o cliente: você! Almoço de presente. Dá até para chamar alguém! ...A tarde inteira, o começo da noite...a bem vinda madrugada.

 



Escrito por Renata CS às 19h40
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Eu coleciono foto 3 x 4 desde muito tempo. Não só as minhas, expostas pela primeira vez abaixo. Mas ao abrir a gaveta deparei-me com rostos que imagino estarem diferentes. Rostos sérios muitas vezes porque assim se pede uma foto numa cabine.
Minha linha do tempo pessoal é mais divertida. Mudam cores, comprimentos, penteados. Os olhos são sempre os mesmos.

Escrito por Renata CS às 18h55
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Todas as caras


Não mudou muita coisa, né?
(OBS: se vc acessou esse blog mais cedo, mudou sim! consegui melhorar a definição da foto!!! )

Preciso aprender a mexer no scanner e no Photoshop. Professores são bem vindos.



Escrito por Renata CS às 14h15
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Faz frio. Muito frio para um só calor humano

Escrito por Renata CS às 14h11
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