Feliz 2005
Saúde
Sucesso
Sorte
(volto dia 4)
Escrito por Renata CS às 16h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sonhei que o Chico Buarque era o novo diretor do programa que eu trabalho. Nada errado com o meu "companheiro" de externas e labutas, mas sair para gravar com o Chico Buarque ia ser incrível.
(ei, psit, Papai Noel, dá tempo de um presente atrasado?)
Escrito por Renata CS às 10h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
adeptos da boa música, uni-vos!
Escrito por Renata CS às 16h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Ho-ho-ho
Tem muita gente que acha o Natal triste. Entendo. Eu não. Natal pra mim sempre foi uma festa enorme com toda a família chafurdando na comida, na bebida e celebrando. Não o nascimento de Jesus, embora a minha vó até hoje tenha essa esperança cristã que no fundo todo mundo celebre isso. Comemoramos o fato de termos tanta gente bacana a volta: uma família cheia de erros, de acertos, mas principalmente cheia de sentimento. Esse sentimento nos une e nos faz retornar todo ano ao mesmo ponto nessa época. Tem gente que eu vejo sempre. Tem gente que só no Natal. Mas eu sei que eles estarão lá. Natal prá mim é celebrar as pessoas queridas que estão a sua volta, por isso os presentes. É um modo de dizer: olha, bacana ter você esse ano na minha vida. Então não importa se a família é de sangue ou de sintonia, aproveite o Natal para celebrar aqueles que tornam a sua vida especial; e se você é sozinho, ou está sozinho, entenda que para celebrar com todos, é primeiro preciso celebrar consigo mesmo. Então abra uma garrafa de algo que você goste, bote um prato na mesa, acenda uma vela para decoração e erga um brinde a sua própria companhia.
FELIZ NATAL!
Escrito por Renata CS às 12h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
As Velas - parte 1 (para o Marco Aurélio)
Era um garoto, naquela idade prestes a descobrir as meninas, mas ainda com os meninos ao lado(se é que algum dia, eles chegam a deixar os amigos de lado).Vivia na época das brincadeiras de rua, dos carrinhos de rolemã e dos amigos imaginários. A mãe se preocupava:
- Esse menino me deixa louca! Ele conversa com gente que não vê!! Você deveria falar com ele.
- Deixa de bobagem! Sentado calmamente, o pai lia o jornal, tentando se lembrar do tempo em que tinha esses amigos.
Alheio a conversa, dentro de quarto, ele vivia o momento mais emocionante da grande corrida, dividindo o cockpit e a direção com o famoso piloto de provas automobilísticas:
- Precisamos ultrapassar só mais um carro e estaremos na frente, o campeão passava as instruções que o box lhe dera; mas só faltam duas voltas.
Momentos de tensão, adrenalina a mil. Uma volta e eles estão colados:
- Vou entrar no vácuo deles.....agora!!
Cola no adversário na reta de chegada, pede potência ao motor e ...ganha a corrida!
- A torcida vibra, a galera vai ao delírio!!!
A mãe abre a porta e cai na gargalhada; o moleque dando voltas pelo quarto, com um carrinho na mão, numa espécie de volta olímpica:
- A turma está na porta esperando para o futebol.
Ele se assusta, havia esquecido a grande final de futebol do bairro. O pai do Zezinho conseguiu um jogo de uniformes completos para o "Molecada Esporte Clube"; o pai do João era o técnico, o seu juntava-se à imensa massa de catorze fanáticos torcedores do time, que contava ainda com dois reservas.
Após o jogo, na hora do banho, de banheira pois a entrevista era especial.
- Quer dizer que além de grande corredor, você ainda se entende com a "gorduchinha"?- pergunta o apresentador de t.v com seu já conhecido sorriso.
- O time todo esteve bem hoje, o esquema tático foi perfeito...
- Não seja modesto, garoto! Eu e os telespectadores sabemos que você foi o autor do gol da vitória no jogo de hoje e artilheiro do campeonato.
- Realmente eu estive na melhor forma física durante esta temporada; mas não posso ocultar a brilhante participação dos meus companheiros de equipe ou do meu co-piloto na prova de automobilismo.
Mais algumas perguntas, risadas da platéia, aplausos...
- Quanto tempo mais vai demorar esse banho? Daqui a pouco você vai derreter! O jantar já vai sair!!
Era a mãe e chefe do fã-clube. Prometeu continuar a entrevista no próximo programa, afinal mesmo um grande astro precisava se alimentar. Após o jantar assistiu um pouco de televisão e acabou adormecendo, o pai pegou o seu grande campeão no colo("ufa, ele já está muito pesado") e levou-o para cama.
O sol estava no meio do céu quando ele retornou da escola. Em casa, Cida, que trabalhava lá desde que ele ainda era bebê, preparava o almoço. Em cima da mesa, o cowboy, seu boneco preferido ao lado do prato...
O calor estava de rachar, dentro do saloon o xerife e seu assistente tomavam um refresco enquanto esperavam a "bóia" sair. A atendente estava trazendo-lhes os pratos quando "Cara de Cachorro", o pior bandido do Oeste entrou:
- Eu quero este bife...Agora!
Num piscar de olhos os bifes sumiram...
- Rex, Rex, volta aqui com o meu almoço! Ô Cida, como você deixou ele pegar o meu bife?
Escrito por Renata CS às 11h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
As Velas - parte 2
Um dia ele chegou em casa e não almoçou direito, a Cida estranhou:
- Ué, mas ele come que parece um leão?!
E pela primeira vez ele não ligou para o cowboy. Entrou no quarto e deixou o carrinho guardado, ficou deitado, pensando...E teria ficado assim a tarde inteira se a turma não passasse para carregá-lo para o treino de futebol. Ao voltar para casa, não quis dar entrevistas; justificou-se com a presença de um bichinho dentro da cabeça que não parava de irritar. O bichinho ficara lá, roc-roc, a tarde toda.
No jantar, os pais estranharam a "mudez" do filho falante e começaram a puxar conversa:
- Como foi o treino hoje? iniciou o pai.
- Bom.
- Você tomou banho rápido, comentou a mãe.
- É.
- Na escola, tudo bem?
- Tudo.
- Você viu que uma família mudou-se para a casa no final da rua? Um casal com uma filha da sua idade. Por acaso você viu ela hoje na escola?
- Ela está na minha classe e se chama Luana.
- E como ela é?
- Não sei, ela chegou e o professor pediu para ela se apresentar, ela falou da cidade onde morava. Mas ela parece meio estranha.
A mãe tentava arrancar mais alguma coisa, mas ele voltou aos monossílabos. Na cabeça dele o bichinho voltara, roc-roc, de novo. A partir desse dia ele não conseguia mais brincar direito. Tornou-se um grande amigo de Luana. Mas a medida que isso acontecia, cada vez mais eram freqüentes as interrupções nas corridas e saloons, o nome dela sendo citado em entrevistas. Um dia ele chegou em casa com aquela cara estranha e a Cida logo reparou:
-Que cara ‚ essa de quem viu passarinho verde?
Ele não respondeu; a cabeça fazia roc-roc de novo mas dessa vez não o incomodava. Ele foi para o quarto e ficou lá, roc-roc, vendo e re-vivendo todos os movimentos. Ele não entendia muito bem o que acontecera. Chamou pelo campeão, começou uma corrida. Primeira volta, segunda volta, terceira volta e...Bateu!!! O campeão, pela primeira vez, reclamou da atuação do amigo que dirigia com o olhar perdido, procurando uma torcedora nas arquibancadas. Tentou ir para o faroeste; mas ao invés de procurar bandidos, "caçava" uma mocinha. Foi para o banho, e o único assunto da entrevista era o rosto, o jeito, a garota.
Esta foi uma das últimas vezes que o menino viu seus três grandes amigos. As brincadeiras eram cada vez mais esparsas, o dinheiro da mesada não ia mais para novos carros ou estrelas de xerife; agora eles compravam doces e presentes. O tempo que ele demorava no banho era pouco comparado ao que ficava na rua.
Escrito por Renata CS às 11h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
As Velas - parte 3
Um dia , queria saber a opinião sobre um presente; lembrou-se dos três melhores conselheiros que sempre teve. Chamou pelo piloto, pelo xerife, pelo apresentador. Eles não responderam. Adiantou o assunto, precisava de alguém de confiança. Chamou, pediu, implorou, bradou, gritou. Nenhum apareceu. Pediu desculpas, fez promessas, sabia que os tinha deixado de lado. Nada. Chamava, mas a única resposta era o seu próprio eco. Naquele silêncio, quase conseguia ouvir o som das lágrimas que escorriam e que tentava, em vão, segurar. Ouviu três vozes familiares, dizendo adeus. Não era mais possível eles se encontrarem. O menino, mudo, só ouvia; queria pedir para ficarem, para aparecerem, quem sabe um abraço, mas não pediu. Ele também sabia que a hora da separação chegara. De repente, seu quarto que sempre fora pequeno para tantas aventuras, se tornara enorme. Sentia uma coisa lhe apertando o coração, não tentava mais conter as lágrimas.
Ficou um tempo parado, em silêncio, no quarto. Só saiu de lá na hora do jantar:
- Pai, por que as pessoas vão embora? Por que deixam a gente se precisamos delas?
- Ai filho, as pessoas não escolhem ir embora. Isto simplesmente acontece. É muito difícil explicar porque as pessoas boas vão embora. Acho que é mais difícil ainda acalmar o coração de quem fica porque no fundo, queremos eles junto com a gente.
Olhou para o menino; ele tentava entender aquele monte de coisas que o pai tinha dito. A mãe, que até agora só observava, se levantou e pegou o filho pela mão. O levou para a sala e falou:
- Quando o meu pai teve que ir embora, minha mãe me disse que sempre que eu quisesse mostrar que ainda lembrava e gostava dele, eu poderia acender uma vela. Onde quer que ele estivesse iria ver a luz brilhando.
O menino correu para a cozinha, enxugando os olhos ainda úmidos da tarde, pegou três pires, três velas e deu para a mãe acender, viu as chamas brilharem. Seus olhos brilharam também...
(escrita em 96, dividida em partes porque o uol não aceitou todos os caracteres.)
Escrito por Renata CS às 11h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
As Montanhas
Há muito tempo, existia um homem que queria descobrir o sentido da vida. Para não ser perturbado em sua busca, partiu para uma montanha e lá se isolou.
Por dias seu gato o esperou.
Por meses sua namorada o esperou.
Por anos sua mãe o esperou.
Quando finalmente pensou ter achado a resposta, resolveu voltar e compartilhá-la.
Seu gato não estava mais lá.
Sua mãe não estava mais lá.
Resolveu procurar a namorada a quem fizera juras de amor. Chegou à casa dela, pelo menos essa ainda estava no lugar. Um garotinho, ao ver aquela figura barbuda, magra, com a pele maltratada pelo sol e pelo vento, parada no portão, entrou gritando:
- Mamãe, mamãe, o "homem do saco" veio me buscar!!
De dentro da casa saiu uma mulher cujas feições lembravam a de sua doce Marina. Era natural que estivesse mudada, afinal quantos anos se passaram? Uns dez, talvez:
- Marina, você se casou?
Ela riu e chamou alguém dentro da casa. Saiu uma velhinha que ele não reconheceu de imediato, mas cujo brilho no olhar era o mesmo do passado.
- Marina, meu Deus, quanto tempo! Sou eu, Rogério!
- Cinqüenta anos.
- Como?!
- Faz cinqüenta anos que você foi procurar o sentido da vida. Por meses eu esperei você voltar, mas o tempo foi impiedoso e não esperou. Me casei, tive filhos e estes tiveram seus filhos - algo nela soava melancólico e alegre - Vi a vida passar mas você não voltava para me dizer o sentido dela.
As lágrimas escorreram pelo rosto do velho homem cansado. Ele não sabia o que dizer. As palavras daquela mulher, apesar de duras, tocaram o seu coração como anos("Cinqüenta, meu Deus") de filosofia e pensamento não fizeram:
- Agora entendo que o sentido da vida está em vivê-la. Em preencher os momentos com alegrias e tristezas; mas acima de tudo, preenchê-los com vida. Só a teoria não me prova nada. Não prova o sabor do vento, da água batendo no rosto ou o cheiro da terra após a primeira chuva de verão. Obrigado pelos vinte e poucos anos que vivi, foram poucos mas todos os momentos foram vividos de fato.
Virou-se, o sol se deitava, se pôs com ele.
(mais uma da série "escrita em 1996")
Escrito por Renata CS às 18h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Eclipse
"As pessoas pertencem ao céu. Elas até podem viver na terra; mas a alma ... Ah! essa voa livre, observa de longe o que se passa, passeia pelo Universo, onipresente e a ele pertence.
Ás vezes somos Sol, brilhando intensamente, quase chegando a cegar os outros; poderosos, temos força para lutar. Sabe aquela força, aquela que se tira bem do fundo quando realmente precisamos? Existem alguns que se pensam Sol por toda a existência. Pobres coitados, não percebem que o Sol é um astro solitário.
Muitos dias somos Lua, mudando constantemente de fase. Quando presente, com todo o brilho nos mostramos. Se irritados nos escondemos e, apesar da presença física, ficamos à sombra de algo que julgamos maior. Aos poucos vamos aparecendo do mesmo modo que aos poucos sumimos. Por algum tempo, deixamos nos admirar.
E somos estrelas, sempre! Uma explosão, muita luz, energia que pulsa, viva e intensa ‚ o ser humano. Vivemos juntos como constelação!!
Alguns são estrelas cadentes que tão logo passam, tão logo somem. Vivem pouco, mas o suficiente para serem sempre lembrados como alguém que fez presença em nossa vida, um desejo que se concretizou mas breve foi embora. Resta a memória de seu brilho.
Os cometas são aqueles que de tempo em tempo cruzam a nossa vida, para lembrar que eles estão bem ali, perto e tão distante, pouca presença e tanta saudade.
E como estrelas também terminamos um dia: a força acaba, a luz apaga ... Mas o Universo é assim, se aqui acaba um pulsar outro começa lá, como o coração: tum-tum,tum-tum,tum-tum..."
- Nossa, onde você ouviu essa estória, Apolo.
- Gostou? Minha mãe me contou um dia, para explicar o significado do meu nome.
- E qual é?
- Deus Sol.
Ela riu, olhou para o mar e depois para o relógio, estava quase na hora.
- Você não vai acreditar mas meu nome também é celeste.
- Como assim?
- Jaci, em Tupi-Guarani, é a Lua.
Sorriu e deixou que uma estranha força fluísse, a mesma força que move o Universo fez o Sol beijar a Lua. Nessa hora, o céu brindou-os com o momento esperado: lá em cima, a Lua cobria o Sol, presenteando-os com um eclipse.
(escrita em 96, modificada um pouquinho hoje...meio bobinha, mas gosto do começo dela. Pessoas são estrelas, ou deveriam ser)
Escrito por Renata CS às 12h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Amanhã tem
Terça - 21/12 - D-Edge Festa de Natal Jamanta Crew Festa de lançamento do EP "Everybody" - Prztz - Classic UK
Live PA Jamanta Crew DJ Rod - Jamanta RJ Dan Hill - brother nosso de Londres, trabalha no A&R da Classic ao lado do Derrick Carter e do Luke Solomon. Renato Ratier

Escrito por Renata CS às 11h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
*2004, o ano que passou mais rápido, de repente empacou em dezembro, na última semana. Então ficou assim, 2004, o ano que não quer acabar.
Parece que as pendências que iriam ser empurraradas para resolução no ano seguinte vieram à tona, dando um simpático tchauzinho, mesmo que insistentemente as colocasse embaixo do tapete.
Escrito por Renata CS às 11h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
rapidinhas
*Para alguém com problemas de insônia, eu até que tenho dormido bem rapidamente nos últimos dias. Na hora errada, talvez...mas dizem que sono é proteção. É sonho. *consegui o inacreditável feito de atualizar duas das minhas três caixas postais. Sim, eu respondo e-mails novamente. Eba!
Escrito por Renata CS às 11h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Licença
(parte de uma troca de e-mails...)
"outra coisa engraçada, eu havia feito uma pergunta, que nunca foi respondida: "Será que partilhar das mesmas cores, faz com que os olhos roubem a essência das águas? " e acabo de descobrir que existem pesquisas sobre os olhos e a personalidade."
Ainda não sei responder a tua pergunta, mas vou colocá-la no blog, quem sabe discutindo em cima a gente não chega a alguma conclusão. Eu acho que partilhar sempre passa a idéia de transmitir. Então talvez sim, partilhar as cores possa permitir partilhar características. Como partilhar os sentimentos e as palavras nos torne mais próximos, mais amigos e mais parecidos.
Os olhos são altamente relacionáveis com o mundo das águas, tem a mesma profundidade, a mesma imensidão.
Escrito por Renata CS às 11h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
De pé. De novo
Escrito por Renata CS às 08h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
agora tem
Escrito por Renata CS às 23h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
esse blog não tem horário de verão
Escrito por Renata CS às 22h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 (Fábio Moon - 10 pãezinhos)
Eu colaboro para as coisas encavalarem-se nesse estado, mas...
Escrito por Renata CS às 22h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Greetings Earthlings! Falo uma língua que ninguém entende. E cada vez entendo menos o que as pessoas falam
Escrito por Renata CS às 20h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Hoje os serviços começaram cedo. 6h54 marcava o relógio. Tenho um receio de dias tão matutinos. O de amanhã promete também um horário parecido. O café pelo menos traz uma boa perspectiva. Da coleção de canecas, veio justamnte aquela que diz: "dance as though no one is watching you love as though you have never been hurt before sing as though no one can hear you live as though heaven is on earth - souza"
grandes chances de hoje ser um nice day. Teve hora para começar, não tem para acabar.
Escrito por Renata CS às 07h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|