DonaNilda


Se dinheiro falasse, o meu diria: Tchau!


(*ainda mais em temporada de liquidação)

Escrito por Renata CS às 20h08
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do post abaixo

Pois é, Vinícius, eu torço pelos encontros, sempre. E torço também que essa mania de escrever correndo e não reler não atrapalhe mais o português, que anda tão mal das pernas. É gerundio prá lá, um I no lugar de um E. Assim fica difícil garantir a qualidade. Será que posso culpar a ausência de nicotina? Adoro essa possibilidade de ter um bode expiatório para tudo. Com ou sem bode, agradecemos a preferência.

Escrito por Renata CS às 13h50
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lembrando Vinícius de MoraEs

os desencontros hão de acabar um dia

Escrito por Renata CS às 12h20
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ouvindo Aretha Franklin

um conto na cabeça
um ponto na interrogação



Escrito por Renata CS às 12h19
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Love is all you need

Dia internacional do amor, assim estão chamando  chamam o Valentines day. Hoje. Dia de São valentim. Muito amor prá todo mundo, então. A ilustração abaixo tirei de um flog há muito tempo. Amor é montanha russa. E todo mundo vai feliz.




Escrito por Renata CS às 12h30
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Entretenimento puro

*Se algum dia o termo "Sem Noção" passou perto da sua descrição, respire aliviado. Assista as eliminatórias de "American Idol". Americanos são os verdadeiros sem noção: vão sempre além do que você pode imaginar. Pena que agora começa a parte séria. Destaque para o micro-chinês que canta Ricky Martin com sotaque "She Bangs!" (1a temporada), a moçoila que desce de Madonna e tapinhas em "Hanky Panky" e o homem com voz de mulher que deixou Simon arrasado. Procure. o dia será mais feliz.

* Assim como quem não quer nada, ontem passava "Sr. Trapo", animação espanhola premiada com o Goya em 2003 como melhor filme de animação em curta-metragem. Lindo e melancólico, o boneco de pano viajante abre a mala e torna alguns moemntos mais coloridos, tecidos de memórias da vida naquela estação de trem. "En un mundo gris y sombrío, un extraño personaje surge de la nada huyendo del pasado. Su destino es incierto. Su propia naturaleza de tela le desafía en el intento, quizás, de alcanzar sus deseos más humanos." é o que diz o site da produtora Pasozebra.

* E o BBB? Até isso passou pelo domingo. P.A x Aline. Eu voto na segunda.



Escrito por Renata CS às 12h19
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Regressiva

Daqui há dois dias completo um mês sem cigarro. E com fome. E ansiosa. Ainda há dúvidas se sobreviverei a sindrome de abstinência causada por dez anos de costume. Imagino se pode ser considerado como um atenuante no caso de eu matar alguma velhinha que cruzar o meu caminho.



Escrito por Renata CS às 11h42
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Vácuo

Existe um buraco no espaço-tempo, e ele encontra-se aberto nesse momento. Para o computador, são 10h34. Para o editor desse blog, são 11h34. Encontro-me então perdida, sem tempo, entre lá e cá, num vácuo de uma hora que se propaga ao longo dessa semana, até sábado, quando o horário de verão acaba. Junto com ele vai o limbo temporal. Até lá vai ser difícil encontrar qualquer um.

Escrito por Renata CS às 11h36
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Fugi do carnaval e fui juntar os cacos de Momo na 5afeira, que não é de cinzas. Da labareda que sai das cinzas vem a fênix e voa, voa longe, procurando não sabe bem o que



Escrito por Renata CS às 13h19
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Não me deixe só

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
...
(letra: Vanessa da Mata)


Escrito por Renata CS às 13h00
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Ando com um puta cagaço (perdão a terminologia, mas não encontro palavra melhor) e ao mesmo tempo olho para o lado de fora e vejo que não há como escapar de olhá-lo de frente. Fazer o que, talvez preferisse os tempos de criança, quando os monstros escondiam-se embaixo da cama e era possível acender a luz para espantá-los. Hoje não é tão fácil, mas acredito que deve ter um interruptor perdido por ai, eu que não achei ele ainda.


Escrito por Renata CS às 17h48
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Vou ao Rio trabajar. Delírio & Sven Vath. Zigfreda . Amigas saudosas. Hotel na beira da praia. Aé, né? O Carnaval acabou. Ainda bem. O meu acabou de começar. Sem festa da carne. A festa está no ar.

 



Escrito por Renata CS às 01h32
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Poucas coisas incomodam mais que descobrir-se autor de atos que você condenaria. Ou que você não gostaria de passar por, e já passou.

Talvez ser responsável por seus atos seja o grande mal da humanidade. Ou o grande bem. Porque dizem que o que diferencia o homem dos animais é a solidariedade, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Então como explicar os momentos em que, cegos pelo egoísmo, não é possível enxergar nada além do próprio desejo, muito menos um ser humanozinho que ficou de canto com o coração meio partido? Ao contrário do momento de solidariedade, esse sim é um momento genuinamnete humano. Porque errar é humano. 

Errar é humano mas conformar-se com o erro é estupidez. Não aprender com o que foi feito é errar duas vezes. Não há como refazer o malfeito. Mas ao mesmo tempo é impossível aprender com o acerto, aprende-se apenas com o erro. E então é possível tentar não errar de novo.



Escrito por Renata CS às 16h42
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Pílulas carnavalescas

*fait d´etoile

*eu vou pular a noite inteira, só paro de manhã

*"Virtude", a catuaba, na mesa. Já o rótulo...


*Rochinha é rei. Seus súditos, em ordem de preferência: abacate, banana, milho verde, tangerina



Escrito por Renata CS às 13h06
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Adoro política, principalmente seus princípios que não são seguidos e que foram pensados nos primóridos da humanidade. Exatamente por isso decidi que nunca iria trabalhar com jornalismo político, por imaginar que faria que a descrença na evolução da espécie humana ir ao nível último. Por isso evito também de falar de política por aqui. Mas agora não deu:

Alguém me explica que palhaçada é essa da Dra. Havanir desfiliar-se do Prona e bandear-se para o PSDB?

 



Escrito por Renata CS às 11h23
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É por isso

"Sem fantasia

E se tem uma coisa que eu odeio é esse meu gostar de disfarces. Eu pinto, bordo e me enrolo em contas e num minuto sou Salomé a exibir a cabeça de João Batista. Eu deito e rolo, danço e mando beijos carmim e noutro minuto sou Marilyn, tatibitate e letal. E então olho no espelho. "Não solidão, hoje não; quero me retocar". A maquiagem escorre. A sedução se vai. E eu me vejo nua, menina. Eu me vejo.

...

"Baby I`m so alone, vamos pra Babylon" "

É por essas e outras que o diário de Brenda Walsh faz falta. Contentamo-nos com a versão fotográfica, por enquanto. Só por enquanto.



Escrito por Renata CS às 14h31
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Receita

Charles: Let me ask you one thing. Do you think - after we`ve dried off, after we`ve spent lots more time together - you might agree *not* to marry me? And do you think not being married to me might maybe be something you could consider doing for the rest of your life?
Carrie: I do

Escrito por Renata CS às 10h34
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Incômoda estatística revela que dentre aqueles que abusam sexualmente de menores, há alta porcentagem de vítimas de algum tipo de molestamento (?) na infância. Michael Jackson sofreu abuso físico (surras homéricas até acertar as coreografias na época do Jackson 5) e diz a lenda, abuso sexual (ou diz La Toya Jackson em seu livro, mas ela é a irmã louca e desgarrada, daquelas que faria qualquer coisa por um headline, então fica a dúvida na confiabilidade da informação).



De qualquer forma, tão maluco como Jackson, que clareou a pele, perdeu o nariz, a voz e o rebolado, é o pai de uma criança que joga ela nas mãos de um desconhecido porque ele é famoso ou porque ele tem um parque de diversões ou as duas coisas juntas. Lembra da casa da bruxa em João e Maria?

Uma adoração michaeljacksoniana da sua fase negra e riquíssima musicalmente impede de elocubrar sobre se ele come ou não criancinhas. para começar, o focinho dele é bem menor que o do lobo mau. Alguém que faz o que ele fez com a própria imagem, não obedece nenhuma lógica, nem estatística. Difícil imaginar o que vai ser esse julgamento, na sociedade do hamburguer em pleno reino do justiceiro da humanidade. Farão eles justiça? Farão eles hamburguer do réu?

Em seis meses descobriremos.

 



Escrito por Renata CS às 10h02
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Mais Perto um pouco

Só para colocar um pouco mais de lenha na fogueira, Contardo Calligaris hoje na Folha...

"Closer - Perto Demais": por que somos infelizes em amor?

Concordo com Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal". Mas "Closer - Perto Demais", de Mike Nichols, me deixou pensando diferente: de perto, somos normais demais.
O filme é uma demonstração tocante de nossas impotências e incompetências sentimentais. Se você quer saber por que, em regra, somos infelizes em amor, não perca.
Para não estragar o prazer de quem não viu o filme, nada de resumo, apenas as reflexões fragmentárias com as quais passei a noite, depois de ter assistido a "Closer - Perto Demais".
1) Por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um encontro (que sempre parece mágico) pode levar alguém a trocar a intimidade de um casal companheiro por uma visão?
Os evolucionistas dizem que os homens são infiéis por necessidade biológica. Para que a espécie continue, os machos seriam programados com o desejo de fecundar todas as fêmeas possíveis. A teoria tem uma falha: as mulheres são tão infiéis quanto os homens (embora os homens se recusem a acreditar nessa banalidade).
O senso comum tem outra explicação: a paixão iria se apagando com a repetição, os humanos gostariam de novidade. Pequeno problema: a idéia de que a novidade seja um valor é especificamente moderna; no entanto a inconstância em amor é um hábito antigo. Outro problema ainda maior: na condução de nossas vidas, somos obstinadamente repetitivos. Insistimos nas mesmas fantasias e nos mesmos sintomas. Contrariamente ao que diz o provérbio, errar é divino, perseverar é humano. Por que seria diferente em matéria amorosa? Como pode ser que um encontro, em que mal se sabe quem é o outro ou a outra, contenha uma promessa que basta para levar alguém a dar um chute num amor que dura?
Tento responder: apaixonar-se é idealizar o outro, durar no amor é lidar com a realidade do amado ou da amada. Antes de ponderar os charmes da idealização, duas observações.
Um impasse: para manter a paixão, devo continuar idealizando o parceiro. Mas, para idealizar o outro, devo mantê-lo a distância. Se mantenho o outro a distância, renuncio aos prazeres de amor, companheirismo, cumplicidade, convivência.
Um paradoxo: se me separo porque me apaixono por outra ou outro, o parceiro que deixei se distancia de mim, portanto volto a idealizá-lo e a me apaixonar por ele.
2) Por que gostaríamos tanto de idealizar o outro que vislumbramos num novo encontro? Uma nova paixão amorosa é provavelmente o sentimento que mais pode nos transformar, para o bem ou para o mal. Por exemplo, se o outro me idealiza, carrego seu ideal como um casaco novo: modifico minha postura para que o pano caia bem no meu corpo. De uma certa forma, tento me parecer com o ideal que o outro ama em mim.
Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontro um novo parceiro, mas porque, ao me apaixonar, descubro ou invento um novo ideal e, ao ser amado, mudo para me aproximar do que o outro imagina que eu seja.
A inconstância amorosa talvez seja a expressão imediata do desejo de mudar -não de trocar de parceiro, mas de se reinventar.
Não é estranho que, na hora em que um amor começa, alguém decida se dar um novo nome. Nenhuma mentira nisso, apenas a convicção e a esperança de que a paixão nos transforme.
Infelizmente, mudar é difícil: a sedução exercida pelos novos amores é uma veleidade, um pouco como as resoluções de que as coisas serão diferentes no ano que começa.
3) Dizem que um casal que se ama briga muito. O uso erótico das brigas é conhecido: a paz se faz na cama. Menos conhecido é o uso amoroso das brigas: chegar ao limite da ruptura pode ser um jeito de recomeçar, de voltar ao momento inicial da paixão, quando ambos esperavam que o amor os transformasse.
Problema: ninguém sabe qual é o ponto de equilíbrio além do qual as brigas não garantem renovação nenhuma, apenas desgastam um amor que se perde.
4) Alguém se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais, você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que você me peça. Quem pensa e age assim, em geral, fica sozinho no fim.
5) Um homem volta para o lar depois de ter estado nos braços de outra. Sua mulher pergunta: você me ama ainda? Ela tem razão, é a única pergunta que importa.
Uma mulher volta para o lar depois de ter estado nos braços de outro. Seu homem pergunta: você esteve com ele? Insiste: quero a verdade. Pede os detalhes: gostou? Gozou? Onde aconteceu, em que posição, quantas vezes?
O ciúme feminino é uma exigência amorosa. O ciúme do homem é uma competição com o outro, um duelo de espadas, uma esgrima homossexual que tem pouco a ver com o amor pela amada e muito a ver com as excitantes lutinhas masculinas da infância.
Enfim, quem sabe o filme nos ajude a inventar jeitos de amar menos desafortunados e mais interessantes.

ccalligari@uol.com.br



Escrito por Renata CS às 10h02
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