DonaNilda


Abandonei um amor e dois ódios
Quando se trata de comida japonesa, tenho vários amores
Quando se trata de banheiros químicos, são quase um mal necessário para aqueles que gostam de brincar de playmobill, onde uma cidade que não existia é erguida em menos de um dia, então não peça tubulações e esgotos. Conforme-se com o esgoto empoçado. Chegue cedo, vá ao banheiro primeiro e reze para um mundo limpinho. O poço do fedor eterno vai estar lá, não tem jeito.
Quando se trata das indefectíveis flautas peruanas, fica difícil dizer. Mais um efeito colateral da globalização? Barraquinhas espalhadas pelas cidades (já foi sabida da sua presença em Curitiba. Como resta fôlego aos peruanos para andar até lá e continuar tocando aquela flautinha?). O som impregna nos ouvidos dos que passam despreocupadamente rumo a qualquer novo momento da vida. Vida tem trilha sonora, mas quando ela se parece com "Kenny_G_encontra_Pense_Em_Mim" a situação beira o desespero. Esse e outros clássicos do universo pop e sertanejo nacional espalham-se por aí. Grudam sem você permitir. É vero que não há, até o momento, vestígio de Kelly K em peruvian style, mas é só uma questão de tempo para eles descobrirem o pacote de chiclete com sabor de pop e axé nacional. Isso é tática de guerra para dominação mundial.



Escrito por Renata CS às 15h00
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Abarat

"Here is a list of fearful things:
The jaws of sharks, a vulture´s wings; 
The rabid bite of the dogs of war,
The voice of one who went before.
But most of all the mirror´s gaze,
Which count us out our numbered days."
(righteous bandy, poet of Abarat)

*sim, finalmente saiu o segundo livro. Na Gringa. Eu não vou conseguir esperar



Escrito por Renata CS às 14h52
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Encontrei Poisé, irmão de Porque, na festa do Questão. 

Escrito por Renata CS às 11h23
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informe vespertino

* não fui eu que chovi. Ainda.
* a casa que não é da mãe joana não é o blog. Sou eu.
*Dona Nilda INC abre os braços a todos. E assim a gente faz um país.

Escrito por Renata CS às 18h45
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Aqui NÃO é a casa da mãe Joana.

Escrito por Renata CS às 11h41
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Desculpas, eu ia dizer, mas temo não querer desculpar-me. Estou em crise. Estou paralisada. Prima irmã da estátua de gesso. Medusa olhou nos meus olhos. Sim, sou dramática. Portanto os textos saem como saem. Preciso vomitá-los para que não contaminem 100% do tempo. Já basta esse borocoxô contaminar a conversa de bar. É assim e ponto. Deixe a crise prá mim. Leia se quiser, mas não pense em repressão. Porque eu mesma já me reprimo o tempo todo por isso. E é chato, tão chato que em seguida vem em coro as vozes de Ricky, Charlie, Ray, Robby e Roy ao fundo. Com coreografia de bracinhos. Um dia eu soube fazer. Hoje esqueci. Não se reprima. Não vou. Vou soltar o verbo. Daqui há pouco melhora. No máximo um dia de chuva no domingo, mas tô tão entupida, tão repri-depri-mida que no final vai fazer bem. Água cai do céu e lava a lama.

Escrito por Renata CS às 11h31
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Antes de mais nada

* a Kelly Key vai regravar "Barbie Girl". Quando Severino, o ministro do Supremo e os salários de 21 mil reais traziam De Gaulle, essa bomba é solta para dar a certeza de que esse não é um país sério. Tudo bem, tudo bem, ninguém quer seriedade todo o tempo, mas precisa virar a casa da mãe joana?

*Antonio Prata, o homem, o mito, o amigo, tem um blog. O escritor tá lá também.

*Dicas musicais gratuitas da Tia Nilda:

2 polegares para cima para "Fatos e Notas", rap independente e inteligente. Para conseguir o seu escreva para o Diko (diko@bocada-forte.com.br) ou procure os lugares que recebem os discos distribuídos pela Tratore


Já comentei e repito: CocoRosie é tudo na vida de uma pessoa. Na Peligro.

em compensação Fuja enquanto puder de City High. Além das bases beeem facinhas, há letras nesse disco capazes de ruborizar o mais previsível dos cantores sertanejos. O link leva à elas, mas não diga que não avisei.



Escrito por Renata CS às 11h03
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trabalhando

trabalho serve para não pensar que é uma maravilha. E não pensar é exatamente o que eu quero. E o que todos querem, porque se eu pensar, posso começar a chorar, e se eu chorar tudo o que tenho dentro é uma semana chovendo, bye bye dias bonitos. Então é um bem à nação não chorar, não pensar, trabalhar, trabalhar, trabalhar. Trabalhar na frente do computador enche um pouco, outro pouco permite devaneios, outro tanto de deslizes, soslaios e distrações. Não pensa, não fala. Não fala da solidão, da teoria da cama de hotel, de estar sozinho. Não fala do Vanderlei Cordeiro, do padre irlandês e da medalhinha acenando ao fundo, bye bye again. Aproveita que tem que trabalhar para prender a respiração e numa golfada de ar, inundar o pulmão (um deles continua sob efeito da nicotina, considero-me quase não fumante, um pulmão limpinho e o outro infectante) de oxigênio limpo e puro como o ar paulistano pode te dar de uma vez, uma solapada, que nem a que eu tomei recentemente. na verdade eu não tinha tomado. o pulso estava rijo mas retraído e eu fui e mirei bem nele e acertei meu olho naqueles dedos fechados, tornando roxo o que já estava amarelado. Eu sou assim, escorrego e levanto, na indecisão alheia eu faço o pranto, mirando para que não erre os olhos da direção do poste. Bem vinda a mim, senhora morte.

(ainda bem que agora vou trabalhar longe do computador...deixar de lado os pensamentos bobos )



Escrito por Renata CS às 11h16
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R.I.P

então....

então vamos falar de jornalismo gonzo, ou o jornalista que vive intensamente a experiência para transmiti-la em texto escrito em primeira pessoa, experiência de primeiro grau. No universo pop, Hunter S. Thompson deu origem até a manifesto da sétima arte "Medo e Delírio em Las Vegas", baseado em um de seus livros reportagem.

Clarah mandou um texto bacana em inglês, vi outro hoje na Folha: ícone da contracultura, como se usa na hora de nomenclar (sic) alguém, o velho doidão se matou aos 67 anos. Um tiro como ele já havia predito. Ele que era colecionador de armas, além de palavras. Ele que achava que toda ficção era baseada na realidade a não ser que você escrevesse contos de fada.

Seria culpa da mediocridade que atinge a sociedade americana? Seria um desencanto com o povo que ele assistiu mas nunca partilhou? Especulações dessa que escreve...

Lançados no Brasil: "Medo e Delírio em Las Vegas" (fora de catálogo), "Hell´s Angels: Medo e Delírio sobre duas rodas" (mania de se aproveitar de título prévio...), "A Grande Caçada aos Tubarões" - coletânea de reportagens e artigos. Vale a pena dar uma espiada.

"That would be a shame, for while he doesn't see America as Grandma Moses depicted it, or the way they painted it for us in civics class, he does in his own mad way betray a profound democratic concern for the polity," escreveu Christopher Lehmann-Haupt no NYTimes em 73, sobre Thompson "And in its own mad way, it's damned refreshing."



Escrito por Renata CS às 10h57
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ainda em crise

ainda trabalhando

voltamos já com as nossas atividades



Escrito por Renata CS às 09h59
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"Things aren't always what they seem in this place, so you can't take anything for granted." -- The Worm
 

Escrito por Renata CS às 09h59
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Hunter S. Thopson se foi. falaremos disso mais tarde. No próximo intervalo de trabalho.

Escrito por Renata CS às 01h13
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Invencionismos culinários

1. Post-Modern Yakissoba - juntar o lamen daquela marca que você come desde a infância com um peixe feito no alumínio e algumas cenouras que eram primariamente para a salada. Colocar na frigideira, dar aquela tostada para crocância, acrescentar molho teriaki e comer de palitinho

2. Tomate com feijão. Sempre.

3. Goiabada caseira com queijo branco da fazenda. A forma mais próxima de usufruir do colo de uma avó no meio da cidade.



Escrito por Renata CS às 01h13
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quemprocuraacha

Escrito por Renata CS às 01h10
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- Aqui dói?
- Não, doutor.
- E aqui?
- Também não.
- Nem aqui?
- Hum, hum.

O médico afrouxou a mão que apertava o antebraço dela. A manga da blusa já podia voltar a se estender até o pulso, encobrindo aquelas manchas. O médico escrevia coisas em um bloco de papel, sem olhar para o seu rosto. Escrevia, escrevia, escrevia.

- Não sentir dor não é bom, doutor?
- Depende. No seu caso, isso há de ser alguma coisa.
- Coisa que não dói é alguma coisa?
- Pode ser, infelizmente.
- Mas eu não sinto nada...

O médico parou de escrever, escrever, escrever. Olhou o relógio na parede, cansado:

- Era o caso de sentir.

Ela saiu do consultório com o papel na mão. Não sentia nada. Não sentia tristeza, não sentia angústia, não sentia pena de si mesma. Não sentia nem medo. Lembrou-se de sua casa vazia, dos retratos desbotados sobre a estante cheia de pó, das cortinas cerradas e das camisas dele ainda penduradas no armário. Há muito tempo que não sentia mais nada. Era o caso de sentir?

(coisas de Bia B)



Escrito por Renata CS às 00h58
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uma eterna diferença entre solidão e estar sozinho

Escrito por Renata CS às 12h26
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Exposição

em cartaz na FAAP, exposição de Ilustrações produzidas e publicadas pelas revistas da editora Abril. Um pouco de história, outro tanto de belza, um bocado de arte e uma certeza: a de que o desenho e suas técnicas não param de encantar e evoluir nunca.
(e a de que ilustradores são uma raça adoravelmente estranha)

Escrito por Renata CS às 13h19
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Karaokê

Rescue me, oh take me in your arms
Rescue me, I want your tender charm
'Cause I'm lonely and I'm blue
I need you and your love too, come on and rescue me

Come on, baby, and rescue me
Come on, baby, and rescue me
'Cause I need you by my side
Can't you see that I'm lonely

(Fontella Bass- letra: C. Smith - R. Miner)

Escrito por Renata CS às 12h34
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Escrito por Renata CS às 10h49
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As margaridas? Alguém viu as margaridas por aí? Pode ser uma simples, de cabinho meio murcho, mas com pétalas para eu poder brincar de desfolhar, uma chuva imaginária não de pétalas, de prata, de prata petalada.

Nessa chuva de bem me quer, correndo sem destino, o muro encara e pára naquele mundo sem saída. Aparece então a fada para assoprar no ouvido: "pule o muro, sá menino, que do outro lado tem o sorriso das mil pétalas te esperando".



Escrito por Renata CS às 10h47
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Quem dança não cai

Escrito por Renata CS às 10h44
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Proiba-me Senhor de sair de casa, em dias que acordo desvairada. Não sei se quero exibir-me ou esconder-me. O homem do jornal pede que nada faça até a lua voltar a seu lugar. Tanto há e o tempo divagando por linhas que não levarão a lugar nenhum, nem ao menos ao encontro. O homem do outro jornal pede calma. O caminho passa desapercebido, as barreiras de metal zumbem os ouvidos, cruzam os olhos enquanto uma onomatopéia tenta identificar o som do zumbido. As barras pesam, passam compassadamente, diante dos olhos. Tum-tum-tum, elas tem freqüência, como as batidas. Não a bebida. As batidas de um coração. Seria então prisioneira numa prisão projetada pela própria existência?


Escrito por Renata CS às 10h37
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Fuso-horário

Trabalho de dia, descanso sagrado à noite. Trabalho de noite, descanso sagrado no dia.
Agora começa trabalho de dia, trabalho de noite, olhos arregalados no estilo corujão.



Escrito por Renata CS às 11h23
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Aplausos, presentes e flores

Há um mês que eu não fumo!
*clap-clap-clap*
Não venha com essa de que tenho de comemorar o pulmão mais limpo ou o cheiro do perfume que dura mais (isso é verdade, temo confessar): eu quero presentes!

Escrito por Renata CS às 15h10
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esse comentário (não identificado, uma pena) está relacionado ao post do dinheiro. Por coicidência (ou revolta coletiva, como queira), pretendia escrever sobre a eleição do Presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE). A cada duas palavras, três versam sobre "moralidade". Acha imoral o casamento gay, o aborto, mas não acha imoral aumentar o salário dos deputados de R$12.847,00 para R$21.500,00. Quase a teoria da relatividade apliacada à política. Aliás, a política é o expoente máximo da teoria da relatividade...

Suspeito]
-Fabulas Contemporaneas Vinha o rei pelos sertões daquelas terras tropicais, andando com seu séquito severinico,com muitos vassalos de "baixo clero" a lhe cortejar e pedir "favores", quando pararam numa estrebaria para um merecido descanso. A pobre familia que lá morava, sem reconhecer quem eram aqueles senhores engravatados e tão bem apessoados, colocou sua morada a serventia e prontificou-se. -"Luiz Ignacio! Corra lá e pegue um bucado dágua pros doutô aqui" O rei, embevecido e vaidoso,sorri pra seu séquito e pergunta à mulher: "Este nome, por acaso, presta homenagens a alguem?" "Não sinhô!!Na verdade o nome dele é Pedrinho.Mas é que esse muleque anda fazendo tanta gacagada e falando tanta mentira que nóis resolveu por esse nome nele..." xxxxxxx Isso talvez ajude a explicar o porque de nossos falantes, infiéis,e vis metais, nos deixem por tão pouco. Hoje reunião do Copom!! EBA!!Aposto um doce, ou uma bala, que continuaremos com os juros subindo! E O PAÍS PRA BAIXO!!



Escrito por Renata CS às 15h07
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