DonaNilda


estou com pressa, mas esse post é para não esquecer de comentar das diferentes visões de um texto, e diferenças sexistas quanto à compreensão de significados, significantes; não sei se é o sexo ou o número de neurônios, o que interessa é que dois homens na linha trinta e poucos entenderam o texto "de branco" de uma mesma maneira. Maneira essa que não havia na hora da escrita. O texto foge da intenção do autor e cai na do leitor, que é, na verdade, a intenção que se tinha ao olhá-lo numa primeira vista.

depois tem mais...tenho que trabalhar...



Escrito por Renata CS às 11h59
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um brinde
ao fim das mazelas sem fim

e também...
á música, à dança, aos livros
aos amigos que devolvem discos preferidos que tinhamos emprestados



Escrito por Renata CS às 11h38
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"I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about presents
Underneath the Christmas tree
I don't need to hang my stocking
There upon the fireplace
Santa Claus won't make me happy
With a toy on Christmas day
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is YOU"

Adri, sempre ela...

Escrito por Renata CS às 19h59
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Olhando por cima das árvores do Jardim Europa, falando das dificuldades, daquelas que passamos, das reconstruções, redescobertas, renascimentos e mais um monte de Re´s que esse último período chamado ano teve. Tem gente que acha que foi um ano horrível, eu acho que não, que foi um ano difícil mas um ano de reafirmação. Quantos mais virão? Quantos mais durarmos.
Não é fácil. Não é para ser fácil. Ninguém falou que seria fácil. Mas tem horas que você pede uma folga, um respiro, uma prova além da iminente morte afogada, engasgada de acontecimentos que soterram sem pedir licença. Cai você na água. Cai uma pedra em cima de você te levando ao fundo, fundo, sem possibilidade de boiar. Tá bom, merda não afunda, você tinha chance de se salvar. 
Quando parece que você se livra da primeira pedra, vem um navio, um Titanic recém abatido. E te pega. E volta a te levar ao fundo. São labirintos e corredores que mais uma vez te obrigam a se perder para depois achar a saída. E tem horas que dá uma preguiça. Que saída que nada. Vou ficar aqui, morrer afogada e ninguém mais enche o saco, por favor. Não quero ter idéias. Quero afogar-me na benção da ignorância e não pensar nem ter implicância, juntar-me aos cordeirinhos a balir "tá beeeeem".

Escrito por Renata CS às 09h25
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É hoje

É hoje que você descobre Seattle, sua história, suas paisagens

É hoje que você conhece uma academia que parece uma torre de Babel onde a língua comum é a música

É hoje que você cai na farra e se joga numa festa sem fim

Hoje, no Revista Balada, às 23h15 no Multishow, canal 42 da Net/Sky

(e não foi hoje que eu aprendi a mexer no photoshop, como é possível perceber...



Escrito por Renata CS às 14h49
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Nabokov

"(...) that the soul is but a manner of being - not a constant state - that any soul may be yours, if you find and follow its ondulations"

The Real Life of Sebastian Knight é o primeiro livro escrito em inglês pelo russo Vladimir Nabokov, pelos idos de 1938. Nabokov virou figurinha pop quando escreveu "Lolita", romance que virou filme de Kubrick, filme de um monte de gente, que foi relido por outros autores e quase parou na novela das oito sob a mão de Tia Glória Perez, a Lurdinha e o Tio.
A vida do defunto meio inglês meio russo Sebastian Knight, escritor, é contada através da busca de seu meio irmão por fazer uma autobiografia justa ao talento que ele credita a Sebastian. Para isso, corre atrás das figuras que fizeram parte da história do taciturno homem.
A história cresce com o virar das páginas e ao final do livro é quase impossível deixá-lo de lado.

*Thanks para o Totó, amigo querido que me deu o livro



Escrito por Renata CS às 18h11
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de branco

você vestia preto
era uma noite de chuva
travessia de salão
lhe dizer ao pé do ouvido
o pedido que estampava o peito
levai-me convosco.
levou-me para um boteco 
toda a madrugada 
e mais quantas
e mais tantas
paixão para despertar coração adormecido
paixão que fervia a testa
paixão que fazia a festa
passou

ai quase morri
vida após intensidade
é difículdade
falta faz a ausência
do ar
do pensamento
do sentimento intenso
não te contei, meu ex-amor
que quase morri da ausência
não da sua
mas daquele torpor
daquele estado de graça
que fazia até muda falar ao telefone
que fazia o mundo parecer menos estranho
e até permitia acreditar no ser humano
sumiu
você e o sentido
foi viver
e sem migo o umbigo terminou de pernas para o ar
rastejando pelo vidro quebrado
começou a procurar por todo lado
um amor qualquer que pudesse inventar
um sentido capenga para poder continuar
e nada
e nada sentia
e nada movia
nada
nada que o tempo não cure, diz o ditado
o tempo passou
o sentido não voltou, é vero
mas a existência caminha
independente do credo
e monta novamente um castelo de cartas
a dama se refaz
num jogada de dois à ás
depois de embaralhadas
as cartas se encontram novamente
na mesma partida, na mesma mão,
num corredor
se aproxima
que linda você está
ele nem é rei, nem valete, nem valente
a dama aproveita a lavadeira
e foge como camaleão
uma nova partida
uma nova rodada
as cartas próximas mas separadas
e ele num novo naipe
num nunca antes visto
branco
os olhos sorriem
beijo voa 
dama ao lado do rei
talvez do mesmo naipe
a dama que o fez usar branco
que o fez vestir o manto 
achava que só eu sabia que existia
depois do despeito
veio um sorriso no peito
porque se branco estás feliz
quer dizer que em breve
feliz estará
aquela que quis um dia
ser a que te faria usar
o branco das margaridas




Escrito por Renata CS às 13h00
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