DonaNilda


nildices

*da história dos mortos do estacionamento no shopping carioca, diz que fecharam as portas para impedir a água de entrar e esqueceram que ela não teria como sair, mais ou menos como no caso da boate em Bueno Aires na virada de 04/05 que pegou fogo e o dono mandou fechar as portas para o povo não sair sem pagar.

Escrito por Renata CS às 18h46
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tenho dúvidas se Maquiavel fala mesmo de conquistas de Estados em "O Príncipe".

Escrito por Renata CS às 11h44
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- blá,blá,blá,blá...não consigo entender por que não fiquei com você

...

sinceramente, na época, nem eu sabia. Hoje eu sei, mas não ia te contar tão facilmente.

As pessoas se aproximam e se perdem, sem nenhuma garantia de presença. Um encontro pode ser só um esbarrão. Ou não.  

*nota: perdão pelo recalque na escrita, primeiro dia de dieta dá uma raiva fuderosa em qualquer um..



Escrito por Renata CS às 11h42
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saiu no jornal, e Ronaldo Bressane fez questão de enviar para os amigos...

"O BEM ESCONDIDO
Antonio Monteiro de Castro, o brasileiro que presidiu a Souza Cruz, braço da British American Tobacco, jura que há pesquisas mostrando que o cigarro ajuda a evitar o Mal de Alzheimer. "Só não fazemos divulgação para evitar que os mais velhos saiam por aí fumando e o resto do mundo nos crucifique." Monteiro de Castro é hoje o executivo-chefe mundial da BAT, a mais lustrosa sigla do mundo do tabaco -e, como tal, a mais alvejada pelos antitabagistas. Quase me arrependi de ter parado de fumar faz cinco anos e meio. [Clóvis Rossi]"

nem eu, Clóvis, acho que dá tempo de voltar ainda...



Escrito por Renata CS às 11h36
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Arrasou Jesus

Tem gente que diz que é lenda urbana, tem gente que conta como piada...mas a história é que a bicha estava na rua, caminhando, quando passou um carro cheio de boys horrendos que começaram a segui-la gritando impropérios : "viado, boiola, queima rosca, mariquinha" e a bicha andando passada, em silêncio, e os boys a seguindo e gritando...o carro deu uma acelerada, o motorista uma distraída, e foi em cheio no poste. A Bee não teve dúvidas, olhou para o céu e disse "Arrasou Jesus!" 

(*existe a variação dessa história com um caminhão de peões no lugar de play-pit-boys e um acidente enter dois caminhões no final)

Pois é, vez por outra acontecem essas pequenas injustiças do dia a dia, e quando a resposta não vem à cavalo mas de jatinho particular, você pensa/diz/suspira: "Arrasou Jesus"...já tem até comunidade no Orkut para isso (onde vc encontra frases incríveis como "Para os homens, a vingança é um prato que se come frio. Para as mulheres, é um prato que se come bem quente, com um bom vinho, à luz de velas e em ótima companhia." Oscar Wilde)

(*claro que esse post existe porque Jesus Arrasou mais um vez...valeu JC!*)



Escrito por Renata CS às 11h31
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Canção
(Allen Ginsberg)

 

 

O peso do mundo

             é o amor.

Sob o fardo  
              da solidão,
sob o fardo
              da insatisfação

O peso
o peso que carregamos
              é o amor

Quem poderia nega-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo
os pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se até tornar-se
humano -

sai para fora do coração
             ardendo de pureza
pois o fardo da vida
              é o amor,

mas nós carregamos o peso
             cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
             finalmente
temos que descansar nos braços
             do amor

 

 

Nenhum descanso
         sem amor
nenhum sono
        sem sonhos
de amor -
         quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
         ou por máquinas,
o último desejo
          é o amor
- não pode ser amargo
          não pode ser negado
não pode ser contido
          quando negado:

o peso é demasiado
          - deve-se dar-se
sem nada de volta
           assim como o pensamento
é dado
       na solidão
em toda a excelência
       do seu excesso.

Os corpos quentes
      brilham juntos
na escuridão,
     a mão se move
para o centro
        da carne,
 a pele treme
            na felicidade
e a alma sobe
         feliz até o olho

sim, sim,
       é isso que
eu queria,
        eu sempre quis,
eu sempre quis
     voltar
ao corpo
      em que nasci




Escrito por Renata CS às 22h03
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nildices

*eu que sou toda contida, adorava andar do lado, ele ainda sabia ser cavalheiro, e colocava a dama do lado de dentro da calçada

lado de dentro da calçada é fundamental

e no interior´ é sinal q começou algo mais quente entre dois seres

*Cuidado com o agrião do mal, ele acaba com a melhor das intenções



Escrito por Renata CS às 13h27
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Dos presentes que daria para minha cidade em seu aniversário:

1. Proibição de  ruy otakinho trinta de projetar qualquer prédio com referências frutiferas e/ou vidros coloridos e espelhados
2. O fim do verão como estação climática - numa cidade em que se experimenta todas num mesmo dia qual a função de vivenciar um saara urbano todo janeiro?
3. Proibição da cerimônia do bolo de aniversário da cidade - tem coisa mais grotesca que aquele bolo imenso e o povo se batendo para pegar os pedaços? Destruir um bolo em 4 segundos não é motivo de comemoração
4. Coleta Seletiva de lixo obrigatória
5. abrigos municipais para os moradores de rua & ruas, prédios e cidade revitalizados de uma maneira boa para a cidade e não para o cofre da prefeitura e para os amigos dos sub prefeitos



Escrito por Renata CS às 01h42
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Crime Delicado

Novo longa de Beto - "O Invasor" e "Ação entre Amigos" Brant, Crime Delicado é um filme de silêncios que gritam, de diálogos que sustentam ecos vazios. Pesado como um cofre de aço jogado em cima do seu coração, o filme retrata de uma maneira bem peculiar a solidão e as prisões que cada um escolhe para confinar-se.

Antônio Martins (Marco Ricca, muito bem no papel) é um crítico teatral mordaz quando escreve e apático fora de suas linhas. Num bar conhece Inês (Lilian Taulib, de uma força tamanha que fica impressa na tela). Sentada de canto, já meio turva pelo excesso de bebida, ela o chama com o olhar para sua mesa. Na hora de sair de lá, ela pega muletas. No táxi, um silêncio. Na casa dela, um desconforto que transforma-se em fascinação dele por ela. Inês não tem uma perna.

Inês é musa e objeto do pintor José carlos Campana (vivido pelo artista mexicano Felipe Ehrenberg), cujas telas de conteúdo erótico explicitam posições entre os dois. Depois de cuspido de sua fria e apática realidade pelo encontro com Inês, Antônio fica paranóico com a relação entre ela e o pintor. E aí...

Um filme forte, único. Se você gosta de filmes estranhos, não pode perdê-lo. Trechos de peças de teatro ("Woyzeck", "Confraria Libertina", "Leonor de Mendonça"), são exibidos para as críticas de Antonio e dialogam com a ação do filme, temperando o conteúdo que não é de fácil digestão. Das cenas dos palcos para a vida real, a conversa de bar também é pontuada por diálogos absurdos do nonsense cotidiano. A deficiência de Inês é conseqüência física dessa prisão. Usando da pintura, do teatro e do cinema, Beto Brant construiu um filme diferente e interessante, de um silêncio ensurdecedor. O mesmo silêncio que nos ensurdece para mantermos o ritmo do nosso dia.

* A cena em que Inês dança por si valeria o filme
* Falaram de David Linch e Cronenberg quando conversavam sobre o filme ao meu lado.
* Foi um choque sair demasiado calada da sala do cinema e deparar-me com um saguão lotado (momento pré-estréia) e barulhento. Você sai da sala querendo imergir no silêncio, pensar, repensar, ouvir o tilintar de cada ficha que cai
* As participações especiais e a conversa de bar são sensacionais.



Escrito por Renata CS às 09h25
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Do dia 22

dia 22 de janeiro é possívelmente o dia mais xexelento da minha pequena e insignificante vida. Dia 22 de janeiro de 88 foi o dia da morte de minha mãe e aparentemente o cosmos faz questão de lembrar isso sempre, trazendo conturbações que evidenciem o caráter estranho desde então. Mesmo quando ele passa e eu não percebo, só lembrando no dia seguinte, parece que algo no relógio biológico fica a apitar: "carência! ausência" solidão!" em volumes mais histéricos que os associados aqueles do dia a dia.

Ao mesmo tempo, dia 22 de janeiro é o dia em que nasceu uma das pessoas mais queridas da minha vida. Minha tia Ciça, apelido de Maria Cecília, o mesmo nome da minha mãe. E a minha tia Ciça, querida de dar colo e coração, tem uma irmã, que se chama Maria Helena, o mesmo nome da irmã da minha mãe, carinhosamente apelidada Maiê. Minha mãe e minha tinha Maiê são filhas de uma Helena, homônima da mãe da Tia Ciça, filha de uma Helena e nascida no mesmo dia que minha mãe morreu.

A ela, querida, que dá colo vez em quando, e a minha mãe, querida, que acalenta os sonhos porque abraços não são mais possíves, dedico o post e decreto o fim da xexelência de 22 de janeiro. O dia acabou mesmo, agora só no ano que vem. E no ano que vem vai ter festa. Porque não lembro muito de minha mãe, mas qualquer que seja o motivo para lembrar dela, a impressão é que fazer uma festa honraria muito mais a alegria que ela deixou registrada na minha memória.

 



Escrito por Renata CS às 00h33
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Aumenta o som

Artic Monkeys  : a melhor definição é - um som que quando toca, todo mundo vem perguntar o que é

Céu : linda voz, boa música, atitude. No dia 26 tem matéria com ela no programa, incluindo trechos de show. A mulher é bela e ainda canta "minha beleza não é efêmera, como as que vejo pelas capas por aí". Tem samba, tem beat, tem até marley.

Dj Kicks : Erlend Qye (isso lá é nome de disco?) - Dj Kicks não é uma pesoa mas uma série de dj mix series produzido pela K7!. Então, Erlend Qye é o nome do seletor (e produtor de umas faixas no disco), entendeu Dona Nilda?

Nowhere (Aquanote) - sugestão do tiago, ouvi, gostei, tem mais música para prestar atenção.

 



Escrito por Renata CS às 12h13
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Ainda dá tempo

Reprise do programa agora às 13h30

tá bom....



Escrito por Renata CS às 12h10
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dos livros que li por aí

Brasileiro lê pouco, campanha para aumentar a média. Até agora já foram 3, diferentes horas, períodos, histórias. Aliás, livros têm disso, o horário que você pega e se atraca com o bichinho influencia na forma como aquelas palavras destilam dentro do seu corpo...

"Nego Tudo" é o novo livro de Andrea Del Fuego, lançado no fim de 2005. Prosa e poesia se misturam nas linhas dessa mulher forte de aparência, de nome, de alma. Lidos de manhã, relatos e trovas e devaneios e histórias tecem uma fina renda, tal qual as lindas ilustrações, na qual enovelam-se mulheres, desejos, homens, insensatez, metrôs e pensamentos. Não dá para falar de forma, dá para dizer que essa lírica matinal foi como um sopapo bom de levar, um chacoalho forte lembrando que o dia estava a começar, repleto de possibilidades. Andréia escreve absurdos e você goza com ela. Escreve lágrimas que te fazem tatear pelo lenço de papel mais próximo, e dá aquelas espadadas no estômago que só quem curte uma boa emoção não se incomoda em levar.

 (detalhe de ilustração de Erica Valente)

"Não mando mais bilhete dentro de garrafa, eu mesma vou nela. Amarrada por barbante, nó cortês. A garrafa arranha tua canoa, pra me abrir tem que quebrar. (...)"


 
A Visita, coletânea de contos publicada pela editora Barracuda, devorada em partes, bolo a ser devorado em fatias. A delícia do descompromisso de ler uma história na praia, outra no avião, uma na rede, outra na cadeira, virada para a parede. Ritmos e narrativas divergem partindo da comum idéia de visita. Histórias que sairam das cabeças e mãos de Bruno Zeni, num lindo relato de beira de estrada de quem dirige para encontrar alguém; de Jorge Viveiros de Castro, num misto de ficção e realidade; de Ivana Arruda Leite, ora poética, ora pesada, sempre cortante em seus relatos.
A verborrágica Visita Veneno de Fausto Fawcett se perde algumas vezes mas a sanidade e lucidez que brigam dentro da cabeça desse escritor-cantor-e-o-que-mais-couber-definir produzem pérolas que te deixam se fôlego, te fazem querer pedir pausa, um ar para respirar:
"Eu tô meio nessa. Meio é o caralho. Estou completamente nessa situação que é a seguinte; existe um fio de Ariadne emocional que liga nossos labirintos de pensamentos e sentimentos anti-sociais ao ovelhaço chamado sociedade para que não haja vertigem absoluta na nossa queda cotidiana. Queda; essa maravilhosa expressão religiosa que designa o fato de estarmos jogados nessa dimensão sob a condição demasiado humana de suar para dar sentido  á vida, esse apelido que deram á existência efêmera,  da consciência e sua obsolescência - intervalo entre o nascimento e a morte."
"A Espectadora" de Paloma Vidal também é de dar com a cara no granito gelado, num tombo só, e vale dizer que Marcelo Ferlin Assami produziu uma das histórias mais gostosas de ler dos últimos tempos.

 

Meu pecado capital, Harry Potter. Li todos. Devorados. Dilacerados. O sexto demorou um pouco mais, até achar o local perfeito: a rede da casa de Picinguaba, onde confortavelmente instalava-me por horas. Porque é um livro de engrenar de ler. "Harry Potter and the Half Blood Prince" (sim, li em inglês, em português o título é HP e o Príncipe Mestiço) é um calhamaço de 652 páginas onde a cada uma, nova "mágica" acontece, e quanto mais você lê sem intervalo, mais vai sendo encantado pela rotina do agora adolescente Harry.  J.K. Rowling não se propõe a fazer literatura mas sim a contar uma boa história. E a história é ótima. Tudo o que você gostaria de viver aos 17 é o que ele passa, com o plus de poderes, poções, aventuras, mortes...livro bom de ler, é o que digo, blockbuster de primeira. E quando virar filme NÃO leve crianças pequenas para assistir. Os momentos periclitantes são assustadores só de ler. Imagine de ver....



Escrito por Renata CS às 16h09
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eu chego de duas semanas rodando entre picinguaba-sp-rj-recife...estou meio ausente, mas falei do fim da isenção no post abaixo...então segue o relato de uma amiga sobre sua epopéia para comprar ingressos para o U2:

"Bloody Monday (Renata Roth)

Segunda de manhã. Por volta de nove e quinze, saio de casa pra ir ao trabalho. Encontro minha irmã e o marido, que moram na mesma rua, indo comprar nossos ingressos para o tão esperado show do U2 no Pão de Açúcar da Avenida Santo Amaro. O combinado era encontrar mais três amigos lá, e nós seis faríamos rodízio na fila, que imaginamos que não duraria mais de duas ou três horas. Ledo engano.

...

o site de venda de ingressos, que facilitaria a vida de todos, e sem duvida diminuiria a fila, estava fora do ar.
...
Não havia sequer um promotor explicando o motivo da demora, ou tirando dúvidas
...

Determinada altura do dia, um dos que conseguiram chegar até o guichê percebeu que havia uma fila exclusiva a gestantes e idosos. Aí foi uma festa. Barrigas falsas, atestados de invalidez falsificados, adolescentes que ligavam para avós. Uma grávida passou por nós oferecendo comprar nossos ingressos em troca de algum dinheiro. Já tinha entrado na fila cinco vezes, dizia, e pelo jeito não a barrariam uma sexta vez. Uma outra senhora já determinou seu preço. Esperava no estacionamento do supermercado e por R$ 40,00 comprava ingressos na tal fila "exclusiva". Mas quem pode culpar uma pessoa que vive de pensão nesse país?
...
As funcionárias do supermercado, nos intervalos de trabalho, cobravam R$ 30,00 para se colocarem na fila. O preço estava mais barato que de manhã, quando elas cobravam realmente para vender suas posições no inicio da fila.
...
"Só há um atendente!” A tira plástica que em teoria separava a fila daqueles que estavam na rua, foi rasgada e uma turma de pessoas que acabavam de chegar invadiu o espaço.
...
Do meio do bolo, sai um rapaz segurando convites. Pedi informações. "Não tem mais pista, nem espaços especiais. Só estão vendendo arquibancada, mas essa massa está impossível, não vale a pena. Ele tinha recebido uma senha, mas como já estava com ingresso na mão, ofereceu para que eu ficasse com ela. Aceitei, e com a senha em punho tentei enfrentar a massa. Um rapaz forte cotovelava todos em volta gritando que não iria embora até conseguir o convite. Senti um tapa forte na minha cara.
...
Renata conseguiu parte do seus ingressos em meio a confusão, empurra empurra, grocerias e afins...e escreveu a história, se quiser ler o relato completo, deixa o e-mail que eu mando.

 

 



Escrito por Renata CS às 01h24
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